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Nalbandian admite viver 'últimos anos' da carreira

Terça, 11 de dezembro 2012 às 13:30:00 AMT

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Tênis Profissional
Por Fabrizio Gallas - David Nalbandian, ex-top 3 e atual 82 do ranking, conversou com o Tênis News por email. O craque argentino destacou que não deve parar de jogar em 2013, mas apontou que vive os últimos anos de sua carreira. Seu foco ainda é a Copa Davis.

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Nalbandian, tido como um dos mais talentosos do tênis na geração de Roger Federer, completará, no dia 1º de janeiro, 31 anos de idade, e viveu um 2012 conturbado com lesões na perna e no quadril que o tira das quadras desde agosto.

O tenista que soma onze títulos na carreira, incluindo um ATP Finals em 2005 (em Xangai) e dois Masters em Paris e Madri em 2007, retornou na última semana em exibição na Copa Argentina em Buenos Aires, mas a volta oficial se dará apenas na Copa Davis diante da Alemanha, na capital argentina, em fevereiro. David explicou o motivo para não disputar o Aberto da Austrália e praticamente descartou as hipóteses de retirada em 2013.

"Estou muito bem da lesão no quadril. Meu foco no início do ano era o confronto contra a Alemanha e por isso preferimos não jogar na Austrália para chegar com tudo na Davis", disse Nalbandian que falou sobre a aposentadoria: "Não tenho data para minha aposentadoria, mas está claro que jogo os últimos anos de minha carreira. Começo 2013 com muita vontade e com o foco na Copa Davis".

Vice-campeão da Davis em 2006, contra a Rússia, em 2008 e 2011, diante da Espanha, Nalbandian segue seu desesperado sonho de dar ao país o primeiro título da principal competição de nações do esporte. Para ele, o time é capaz e pode vencer o torneio a qualquer ano. Está faltando um pouco de sorte.

"Talvez nos faltou um pouco de sorte em algumas oportunidades, mas o importante é que temos um grupo de jogadores muito bons paara ganhar a Copa Davis".

David seguiu dizendo que 2013 não será um ano fácil para realizar o sonho: "Não temos uma chave fácil, se ganharmos da Alemanha, que tem ótimos jogadores, enfrentaríamos a França provavelmente, que tem uma equipe fortíssima. Então vamos pensando confronto a confronto".

Nalbandian afirmou não ter nenhum problema para jogar em quadra dura. Ele jogará a gira latinoamericana no saibro e a seguir Indian Wells, Miami e as quartas da Davis se a Argentina passar de fase. Na sequência ainda definirá o calendário com sua equipe baseado nas respostas de seu corpo.

Confira abaixo a íntegra do bate-papo com o craque argentino:

Tênis News - Você não jogará o Aberto da Austrália para priorizar a Copa Davis no saibro e a seguir joga a gira latinoamericana no mesmo piso. Como está seu problema no quadril ? Ainda não está seguro para jogar no piso rápido ?
David Nalbandian - Estou muito bem da lesão no quadril, depois da gira latinoamericana tenho planejado jogar Indian Wells e Miami. Meu foco no início do ano é o duelo contra a Alemanha e por isso, com minha equipe, decidimos deixar passar o Aberto da Austrália.

TN - Os dois últimos anos foram de muitas lesões para você, no quadril, perna, abdômen. Alguns meios de comunicação argentinos acenaram para uma aposentadoria sua. É verdade ? Você está ponderando a aposentadoria ? O ano de 2013 pode ser seu último na carreira ?
DN - Não tenho uma data para minha aposentadoria, mas está claro que jogo meus últimos anos. Em 2013 começo com muita vontade e foco todo na Copa Davis novamente.

TN - Quais suas metas para 2013 ? Pelas lesões e idade vai jogar menos torneios no ano ? Tem alguma meta de ranking, top 20, top 30 ?
DN -
O primeiro objetivo é a Copa Davis e até aí é a preparação. Tenho claro disputar a gira latinoamericana, Indian Wells, Miami, a segunda rodada da Davis se vencermos a Alemanha e depois daí vamos avaliar como seguir com o calendário. Não tenho metas de ranking. O ranking virá de acordo com meu jogo.

TN - A Argentina ficou mais um ano sem vencer a Copa Davis. Este ano Nadal não jogou pela Espanha e tanto você como Juan Del Potro se machucaram na semi contra os tchecos. A Argentina tem má sorte na competição ?
DN -
Talvez tenha faltado sorte em algumas oportunidades, mas o importante é que temos jogadores muito bons para ganhar a Copa Davis.

TN - O que falta para a Argentina vencer a Copa Davis ? Analisando a chave, acredita que 2013 pode ser o ano de vocês ?
DN - Não creio que tenhamos uma chave fácil, mas começamos o ano pensando em vencer a Copa. A Alemanha na primeira rodada será um rival difícil, com ótimos jogadores mesmo que joguemos em casa. Nas quartas, provavelmente a França, outra equipe fortíssima. Não tem sentido avançar mentalmente às finais sem jogar cada confronto.

TN - Você confirmou presença na gira latinoamericana. Jogará o Brasil Open ? Como foi a competição em 2012 pelo primeiro ano em São Paulo ?
DN -
Tenho planejado jogar no Brasil sim. Foi muito bom a edição deste ano. Gostei de jogar lá, me receberam muito bem, tenho amigos e é um torneio muito divertido.

TN - A ATP disse ter uma chance de colocar a gira latinoamericana para o fim do ano a partir de 2014 e, tanto Acapulco como Rio de Janeiro, podem ir pro piso duro. Como analisa estas possíveis mudanças ? Seriam benéficas ao tênis do continente ?
DN -
Não sei muito sobre o tema. Li algumas coisas de eventuais mudanças nos jornais, mas preferia emitir minha opinião apenas quando a ATP oficializar. Sempre é bom ter torneios importantes na região, ajuda a crescer o esporte por aqui pelo contágio.

TN - O Rio de Janeiro pode ser a nova sede do ATP Finals em 2016. Você já ganhou o Finals há sete anos. Como vê essa chance ? Acredita que o Brasil pode organizar um torneio dessa qualidade ?
DN -
Não tenho dúvidas de que o Brasil possa organizar o ATP Finals. Seria muito bom para o tênis sul-americano se isso acontecer.
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