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Federer e torcida reclamam de 'sauna' no Ibirapuera

Sábado, 08 de dezembro 2012 às 10:09:54 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - O verão nem bem chegou e São Paulo já está registrando altos indíces de temperatura. O clima com calor intenso durante o dia e uma rápida pancada de chuva no fim da tarde tem predominado nos últimos dias e prejudicando público e atletas no Ginásio do Ibirapuera.

O calor foi tanto que o público deu nova utilidade ao material promocional da patrocinadora. Os folhetos viraram leques improvisados para tentar cessar a sensação de calor intenso.

O Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, não possui sistema de refrigeração e a circulação de ar se dá por meio dos vitrôs no alto das arquibancadas e pelos portões de entrada. Não é suficiente.

"Faz um calor infernal, sinceramente, agradeci que o jogo não demorou muito", disse a publicitária Sabrina Teixeira ao Tênis News, já fora das instalações do ginásio.

Não foi só o público que sofreu. Em entrevista coletiva, o número um do Brasil Thomaz Bellucci afirmou que dentro da quadra o calor tem sido intenso. "Ontem, durante as inversões e paradas, o Federer falava pra mim que estava muito quente, que parecia uma sauna, que ele estava cansado... e realmente estava uma sauna", contou.

Na quinta-feira, após a vitória do brasileiro, muitos torcedores brincaram com o intenso calor. "Hoje o Federer suou a camisa. Até trocou de camisa...", disse um torcedor ao amigo na saída do jogo. O parceiro retrucou, ainda nas escadas do ginásio: "Bellucci deu trabalho pra ele... mas São Pedro tá de brincadeira com a gente".

Nesta sexta-feira, a temperatura na noite paulistana teve média de 28ºC e o Ibirapuera pareceu mais quente ainda. Jo-Wilfried Tsonga disse que no começo sentiu-se mal, mas contou que está fazendo preparação em Miami, nos Estados Unidos, e que jogar em São Paulo está "ajudando na preparação para o Aberto da Austrália".

O Ginásio Geraldo José de Almeida, o Ibirapuera, tem 55 anos de existência, pertence ao governo do estado de São Paulo, foi projetado pelo arquiteto Ícaro de Castro Mello em 1954 e, quando reformado, não passou por reestruturação do sistema de ventilação. Lá dentro, o calor amplia em virtude das telhas escuras, que incluem peças em amianto, e por conta do sistema de iluminação.
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