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Presidente da ITF dispara contra Federer e Murray

Terça, 20 de novembro 2012 às 12:19:01 AMT

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Tênis Profissional
Em entrevista concedida à agência DPA durante a final da Copa Davis em Praga, Rep. Tcheca, no último final de semana, Francesco Ricci Bitti rebateu as críticas recebidas por Roger Federer e Andy Murray por considerarem poucos os testes anti-doping de sangue.

Ricci Bitti, que é membro da Agência Mundial Anti-Doping, destacou: "Você conhece os tenistas, eles adoram falar. Poucos anos atrás, os mesmos jogadores reclamavam pois eram muito testados", disse o italiano, presidente da ITF, Federação Internacional de Tênis. Durante o ATP Finals, Murray e Federer concordaram que os testes eram poucos no tênis após o estouro do doping de Lance Armstrong, banido do ciclismo.

"Sinto que tenho sido menos testado agora do que há seis ou sete anos atrás", disse Federer: "Concordo com o Andy, não fazemos muitos testes de sangue ao longo do ano".

Francesco disse que as declarações podem ser verdadeiras visto que há um sorteio, mas destacou: "Não acho que eles estão certos. Mesmo assim eles nos ajudam com essas palavras pois possibilitam que a gente se mova numa direção. Mas é estranho, os tenistas mudam muito o pensamento."

Ricci Bitti confirmou que a ITF vem estudando aumentar os testes anti-doping e também o implemento do programa de passaporte biológico.

"Sim, é verdade, nas últimas semanas estamos trabalhando em criar um programa que tenha a mesma qualidade e tenha mais testes especialmente em épocas sem competições, assim como testes de sangue em geral".

"Mas nós precisamos de um consenso com a WTA e ATP pois aumentar o programa anti-doping necessita de muito dinheiro".

De acordo com a ITF, 2.150 testes foram feitos em 2011, apenas 131 de sangue, sendo apenas 21 destes em épocas fora de competição.

"Em termos de qualidade nosso programa é absolutamente bom, penso eu."
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