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Ghem e Rogerinho devem fazer parte do time brasileiro na Davis

Sábado, 12 de agosto 2006 às 18:50:00 AMT

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CBT

Por Fabrizio Gallas

Técnico da equipe brasileira da Copa Davis, Mauro Menezes, garantiu neste sábado, em conversa com a Tênis News, que deve chamar André Ghem (221º) e Rogério Dutra Silva (302º) para integrar o grupo de reservas do Brasil no playoff para o Grupo Mundial contra a Suécia em setembro. Acompanhando os jovens tenistas na etapa do Rio de Janeiro do Circuito Unimed, "Maurão" também disse que os suecos são os favoritos para o duelo e que o Brasil tentará surpreendê-los. Ele ainda não acredita no que Bjorkman declarou ultimamente e pensa que Thomas Johansson virá a Belo Horizonte.

"Devemos levar o Ghem e o Rogerio Silva. Os dois estão num ótimo momento. O Rogerinho está merecendo. O Ghem saca bem e tem um estilo de jogo parecido com o dos suecos." disse Mauro. Esta será a primeira convocação de Rogerinho para a Davis. Ele vive um momento especial na carreira onde venceu 3 Futures, teve boa participação nos últimos Challengers e está a beira de entrar no Top 300. Já o gaúcho Ghem, fará parte pela segunda vez consecutiva na equipe — ele foi ao Equador no duelo de abril em Cuenca —: "O objetivo de levar eles é para sentirem o clima de Davis, de união dos jogadores brasileiros, amizade entre os componentes do time. E isso faz crescer o vínculo do jogador"

O técnico manteve a linha do capitão brasileiro e responsável pela nomeação dos jogadores do time, Fernando Meligeni, ao fazer mistério sobre a convocação do time titular que só sai 20 dias antes do confronto, início de setembro. Mauro afirmou que o time deverá ser o mesmo que vem jogando. Sendo assim podemos entender então que os escalados serão: Flávio Saretta, André Sá, Marcos Daniel e Ricardo Mello. "Decidiremos a convocação em cima da hora, no último dia, mas devemos levar o time que vem jogando ultimamente".

Mesmo com a tendência, Maurão ainda não descarta a hipótese de chamar Thiago Alves, atual terceiro melhor do país: "O que queremos nesse mês que falta, é que apareça algum brasileiro que não nos deixe dúvidas e que mostre o desejo em ser convocado ao se impôr dentro de quadra. O Thiago Alves com certeza quer e não deixamos ele de fora do elenco." declarou Mauro que ainda está em dúvidas sobre o terceiro e último convocado para os reservas que deve ser um juvenil.

O time brasileiro deve chegar a Belo Horizonte no dia 16 de setembro, um sábado, seis dias antes da primeira partida. Os treinos começarão a partir do domingo dia 17. O duelo seria em Nova Lima, a 1,3 mil metros de altitude, mas mudou na semana passada para o Expominas, em Belo Horizonte, a 600 metros. A equipe técnica da Davis ainda não visitou o local de jogos. Eles farão uma reunião nesta segunda-feira para deciderem quando vão acompanhar as instalações na capital mineira. Maurão ainda não sabe se a equipe irá treinar em clube ou em quadras no local do evento: "Queremos que se construam quadras para treinos no local da Davis para não termos a necessidade de nos mover. Mas caso não seja possível teremos que contactar algum clube ali por perto."

Para ele a mudança de local do evento foi um pouco benéfica para o Brasil, mesmo assim ele aponta os suecos como favoritos por jogar em altitude e terem um time mais forte: "A mudança melhorou, mas não beneficiou por completo o Brasil. Se fosse num lugar quente e ao nível do mar melhoraria sim. Eles gostam de jogar rápido, na altitude e também tem um ranking melhor. Eles são os favoritos".

O jogador mais experiente deles, Jonas Bjorkman, 34, revelou a um jornal sueco há um mês e recentemente à Tênis News, que Thomas Johansson, 39º do ranking, não disputaria o confronto devido ao nascimento de seu primeiro filho. Sobre esse aspecto, Mauro acredita ser apenas um blefe do tenista: "Acredito que o Thomas venha sim, mesmo nascendo o filho dele. É um confronto importante e não podemos acreditar tanto assim no Bjorkman" diz ele que fala como o Brasil terá que se comportar para sair com a vitória: "Temos que criar uma situação adversa para eles. Eles tem os melhores jogadores, mas nós temos nosso piso, a torcida e a bola. Se conseguirmos criar uma atmosfera em que o torcedor se torne o quinto elemento será importante."
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