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Em entrevista exclusiva, Jonas Bjorkman diz que Suécia vencerá Brasil por 3 a 2

Quarta, 09 de agosto 2006 às 10:00:00 AMT

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Jonas Bjorkman - Wimbledon

Entrevista feita por Fabrizio Gallas, Tênis News

Tenista mais experiente, 34 anos, e o "cara" a ser batido no confronto Brasil x Suécia que será disputado entre os dias 22 e 24 de setembro em Belo Horizonte (MG) valendo vaga no Grupo Mundial, Jonas Bjorkman deu entrevista exclusiva a Tênis News. Direto de Toronto, onde disputa o sexto Masters Series da temporada, o número 32 do mundo confirmou a ausência de Thomas Johansson do confronto, falou do atrito que o time sueco teve com Robin Soderling no confronto contra a Índian no ano passado e apontou o mesmo jogador como ponto chave nas partidas de simples. Segundo ele, o duelo será muito difícil e os suecos vencerão por 3 a 2, com o desempate saindo no confronto de duplas em que ele e Aspelin devem atuar.

Tênis News - Quando e como você começou a jogar tênis ?
Jonas Bjorkman -
Comecei com 4-5 anos de idade. Meu pai jogava em um nível muito alto na Suécia e me inspirou a pegar a raquete de tênis.

TN - No Brasil temos problemas na transição do jogador juvenil para o profissional. Como foi essa sua mudança ? Teve dificuldades ? Teve patrocinadores ou algum apoio ?
JB -
Não tive problemas na troca de juvenil para profissional porque sabia que seria difícil desde o início. Mas eu demorei um pouco para me adaptar ao nível de jogo que você precisa, principalmente na parte mental. No início estava um pouco cru. Como profissional num meio muito competitivo, todo mundo faz tudo de necessário para vencer. Tive dois patrocinadores que me ajudaram nessa época.

TN - Tem acompanhado os juvenis suecos ultimamente ? Me diga alguns que podem se tornar grandes jogadores no futuro.
JB -
Não vivo na Suécia (mora em Monte Carlo, Mônaco), então é difícil acompanhar esses jovens jogadores. Mas no momento não vejo nenhuma certeza de uma grande estrela surgindo.

TN - Falando de Copa Davis. O que aconteceu no confronto contra a Argentina em fevereiro quando perderam por 5 a 0 em Buenos Aires ? Os argentinos eram os melhores ou o time sueco não desenvolveu seu melhor jogo ?
JB -Junto com a Espanha, a Argentina é o melhor país do mundo no saibro. Então para mim, o resultado era algo esperado.

TN - O que espera do próximo duelo na Davis contra o Brasil valendo vaga no Grupo Mundial ?
JB -
Será um duro confronto certamente. Estamos encarando um oponente muito forte e perderemos nosso melhor jogador, Thomas Johansson.

TN - Sobre as condições de jogo no Brasil. As partidas serão realizadas há cerca de 600 metros de altitude em Belo Horizonte (MG) e em quadras de saibro. O que vocês suecos pensam sobre essa escolha ? É melhor atuarem com essa altitude ? Já conversou com o Mats Wilander sobre esse duelo ?
JB -
Sabendo que o piso de saibro não é a superfície de nenhum tenista sueco, acredito que jogar com alguma altitude pode nos ajudar um pouco. Ainda não conversei com o Mats Wilander sobre o confronto.

TN - Tirando o fator de jogar no saibro, a Suécia terá alguma outra dificuldade de jogar no Brasil ?
JB -
Acho que enfrentaremos dificuldades semelhantes a que tivemos na Argentina em fevereiro: um time forte, jogando em casa na América do Sul, no saibro e uma torcida entusiasmada.

TN - Me fale um pouco sobre a característica de cada jogador brasileiro que deverá atuar no confronto, Flavio Saretta, Marcos Daniel, Ricardo Mello, André Sá. Comente também sobre Gustavo Kuerten.
JB -
Saretta é bom no saibro e sempre joga bem em Grand Slams. Marcos Daniel nunca vi jogar, mas sei que é bom no piso lento também. Ricardo Mello é um bom canhoto que joga no saibro. O André Sá é um bom duplista, um cara legal e grande amigo. Já Gustavo Kuerten é um fenômenal jogador e um bom amigo.

TN - Em qual aspecto o time sueco terá que tomar cuidado com o time brasileiro ?
JB -
Temos que focar em nosso jogo e trazer as melhores habilidades para o piso de saibro.

TN - Quais diferenças terá este duelo de setembro em relação do de 2003 em Helsinborg, quadra de carpete que a Suécia fez 3 a 2 no Brasil ? O que o time sueco pode trazer de positivo daquele confronto para esse de agora ?
JB -
A vitória em Helsinborg foi a primeira com Mats Wilander no comando da equipe, então foi um grande sentimento de poder estar junto e vencer com ele. Dessa vez, o Brasil terá a favor do seu lado a quadra de saibro, a torcida e o fator de jogar em casa.

TN - Guga era uma dúvida que recentemente confirmou sua não participação para o duelo. Se ele tivesse em condições, mesmo que pequenas, até que ponto poderia influênciar neste duelo ?
JB -
Ouvi há pouco tempo que ele não joga. Mas ele é um dos melhores do mundo no saibro e mesmo não estando 100% fisicamente, pode vencer.

TN - E agora, você como um jogador experiente, quais armas a Suécia utilizará contra o Brasil no saibro ? Comente sobre as características dos prováveis jogadores suecos no duelo: Robin Soderling, Thomas Johansson, Simon Aspelin, você e Joachim Johansson.
JB -
Eu acho que o Robin Soderling tem que vencer as duas partidas de simples e daí tentamos ganhar nas duplas eu e o Aspelin. Então assim será 3 a 2 pra nós. Esse é o melhor cenário que podemos esperar do confronto.

TN - Jornais publicaram que o Soderling teve problemas com o restante do grupo no confronto contra a Índia em setembro do ano passado. O que aconteceu lá ? Ele pretende jogar aqui no Brasil ?
JB -
Tivemos algumas opiniões diferentes, mas resolvemos rápido dentro do time. Robin jogará sim e será elemento chave no saibro nesse próximo duelo.
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