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'Davis será o maior desafio de minha carreira' afirma Marcos Daniel

Terça, 01 de agosto 2006 às 20:20:00 AMT

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Marcos Daniel - RG

Por Fabrizio Gallas

Tenista número 1 do país, Marcos Daniel, afirmou nesta terça, em entrevista exclusiva a Tênis News logo após sua vitória em duplas no ATP de Sopot, Polônia, que a disputa da Copa Davis diante da Suécia em setembro seria o "maior desafio da carreira". Dentre alguns assuntos, Daniel comentou sobre sua parceria com André Sá nas duplas no confronto diante do Equador, além de falar sobre o desempenho na temporada européia. Ele espera, passo a passo, elevar seu nível e estar entre os melhores do mundo. Após sua participação em Sopot ele retorna ao Brasil e só deve jogar no US Open.

Partida de duplas de gaúcho é adiada

Gaúcho de Passo Fundo comentou sobre sua lesão nas costas quando perdia 6/4 2/0 para o argentino Martin Vassallo-Arguello. Ele ainda não sabe a gravidade e espera se recuperar o mais rápido possível.

Tênis News - Como foi sua participação nas duplas ao lado do André Sá ?
Marcos Daniel
- Muito bom. O negão (André Sá) é muito bom. Me senti muito bem jogando com ele espero que ele queira jogar qualquer torneio comigo nos proximos meses. Ele é sério, é muito rápido na rede e devolve muito bem.

TN - Em entrevista recente a Tênis News, Fernando Meligeni elogiou bastante seu desempenho com André Sá e deu a entender que você será o titular de duplas. Ele também disse que seria legal a dupla da Davis, seja ela qual for, jogar junta antes do confronto. Você pretende repetir o que fez antes do confronto diante do Equador e jogar torneios com o André ?
MD -Isso é sempre bom. Ajuda no entrosamento. No momento nem sei como vai ser o a convocação. Mas claro se estiver no time farei o que tiver ao meu alcance para render bem. Praticamente não haverá muitos torneios antes do confronto.

TN - Já conversou com o André ou o Meligeni sobre isso ?
MD -
Na verdade não tenho conversado nem com a minha familia praticamente. Quando voltar ao Brasil vou ver como está a galera. Não sei quando é a convocação e está todo o pessoal jogando e somando. Então nao sei como o time está desta vez, mas claro que seria muito bom integrar a equipe novamente.

TN - Sabe que o Guga está fora da disputa com Suécia, não sabe ?
MD -
Pois é isso eu fiquei sabendo. Ele se machucou. Uma pena, ele está se lutando muito pra voltar. Espero que não tenha sicd nada muito grave.

TN - Mesmo ele não jogando você gostaria que ele tivesse no time da Copa Davis dando apoio ao grupo ?
MD -
Se eu estiver lá com o pessoal seria realmente excelente ter ele junto. Tem muita experiência o homem, dá pra aprender muito com ele.

TN - A equipe das duplas é considerada o ponto mais dificil no duelo com Bjorkman e Aspelin. Voce concorda com isso ? Conhece o Bjorkman e Aspelin ? Já jogou alguma vez com eles ?
MD -
Nunca joguei, mas os caras são feras. O ranking já diz tudo. Em simples e só tu ver o que cada um é ou já foi para saber se os caras tem experiência ou não. Ou seja, é bem complicado este confronto. A dupla é fundamental em qualquer confronto e nesse não será diferente.

TN - Você tem "esbarrado" com o Robin Soderling nesses torneio da Europa ?
MD -Tenho visto o cara por aí sim. Tem tido boas vitorias, pega muito forte na bola.

TN - O Thomas Johansson disse que não deve vir por causa do filho que vai nascer na época do confronto. Sendo assim o Soderling se torna o "cara" a ser batido em simples ?
MD -
Todos os caras se tornam "os caras" a serem batidos pois é um confronto de times e o fator grupo vai fazer a diferença. Tem o Joachim Johansson que está voltando e jogar muito. Tem o Andreas Vinciguerra que vem jogando alguns torneios este ano e está começando a ter alguns resultados em torneios novamente e já tem bastante experiência de Copa Davis.

TN - Caso seja convocado este seria o maior desafio em sua carreira até agora ?
MD -
Seria o maior até agora. Espero poder ter desafios maiores no próximo, para isso teremos que ganhar dessa galera da Suécia agora.

TN - Como você avalia essa temporada de Grand Slams, ATPs, e alguns Challengers na Europa ?
MD - Como falei no início do ano. Estou aprendendo. Nunca fui um cara que aparece e some rápido. Sempre vou devagarinho e sempre estou melhorando muito o meu jogo. Sei que estou no caminho certo. Não sou nenhum gênio, mas sou um cara muito esforçado que trabalho duro pra melhorar, assim que logo espero começar a ter grandes resultados.

TN - E o que aconteceu na partida com o Martin Vassallo-Arguello na estréia em Sopot (Daniel desistiu quando perdia 6/4 2/0) ?
MD -
Estava 4 a 3 pra mim no primeiro set. Aí ele sacou e senti travar minhas as costas. A quadra estava bem lisa e isso creio que ajudou um pouco a forçar. Daí jogamos mais um game bem longo, como todos estavam sendo, e já vi que não daria. Chamei o trainer, mas não deu. Depois entrei na dupla por entrar. No final os caras jogaram mal e eu só meti a bolinha para outro lado e ganhamos. Mas tenho que tratar isso porque não está muito boa as costas.

TN - Essa lesão tem alguma coisa a ver com a contratura que te incomodou no fim da temporada passada ?
MD -
Não sei. É normal sentir algo depois de 3 meses sem parar de jogar. O corpo pede água às vezes e está semana aconteceu isso infelizmente, mas é coisa boba. Isso passa devido a muitos jogos.

TN - Vai desistir do próximo jogo de duplas nas quartas de final contra os tchecos Leos Friedl e Frantisek Cermak ?
MD -
Amanhã é outro dia, mas vamos vee no que dá, em como eu acordo.

TN - Como está seu calendário ? Joga o US Open ?
MD -
Vou pra casa, tratar essa contusão, ficar de molho, relaxar um pouco, viver por alguns dias algo que não seja tênis. Depois volto a treinar com o Larri Passos e provavelmente só volto no US Open.

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