X

Zwetsch quer o saibro e condições 'não muito rápidas' contra russos

Quarta, 11 de abril 2012 às 15:30:01 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional
O capitão da equipe brasileira da Copa Davis, João Zwetsch, está nesta semana em Blumenau acompanhando os jogos do Aberto de Tênis de Santa Catarina e, em especial, seu jogador, o gaúcho Guilherme Clezar. “Vamos jogar no saibro”, disse o capitão, nesta quarta-feira.

Leia Mais:
Capitão brasileiro mostra confiança para duelo

“Não poderemos escolher locais muito rápidos porque os russos jogam bem nesta condição”, explicou. João, no entanto, assegurou que ainda é cedo para tomar decisões e há tempo para escolher as melhores condições para o Brasil enfrentar a Rússia em busca de vaga no Grupo Mundial da Davis, de 14 a 16 de setembro. O sorteio da chave do play-off ocorreu nesta quarta.

Como já dissera às vésperas do sorteio, João Zwetsch torcia para que o confronto fosse realizado no Brasil. “O importante é que vamos jogar em casa. Independentemente de quem fosse o adversário, dentro ou fora, sabíamos que será uma disputa difícil. Todos os times são duros. Não dá para ficar escolhendo”, completou. “Temos que fazer valer a esta condição de podermos escolher o piso, o melhor local, para impor nossa característica de jogo, assim como fizemos contra a Colômbia”, lembrou.

Brasil e Rússia se enfrentaram uma única vez em Copa Davis. Foi justamente no ano passado, também na fase de play-off. O confronto foi em território russo, e os brasileiros perderam por 3 a 2. “O que trouxemos de mais importante da Rússia foi a confiança muito grande na nossa equipe”, avaliou João. “Chegamos lá, de certa forma, desacreditados por muitos. Sabíamos das dificuldades, mas também sabíamos que se jogássemos um tênis de nível teríamos a nossa chance”, completou. O confronto foi decidido no último jogo.

Os russos têm cinco tenistas entre os Top 100 do ranking mundial: Mikhail Youzhny, Nikolay Davydenko, Alex Bogomolov Jr. Dmitry Tursunov e Igor Andreev, entre outros nomes. “Temos consciência de que eles têm um time muito bom, com várias possibilidades”, concordou João. “No papel, são melhores do que nós. Mas já demonstramos que nem sempre o papel vale tudo”.

Quanto ao time brasileiro, João pensa em manter a base, formada pelo número 1 do país, Thomaz Bellucci, e pela dupla Bruno Soares e Marcelo Melo. O segundo tenista para as simples será definido com calma e tempo, até porque o Brasil tem até 10 dias antes do confronto para definir a relação. “Vamos aguardar, avaliar o momento de cada um. No tênis, o dinamismo é muito forte. Em duas ou três semanas, um jogador cresce muito”, comentou. “Vamos ter a paciência e a tranquilidade para esperar o momento certo para as definições”, concluiu.
banner
banner