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Escolhido para o Hall da Fama, Guga aponta Djokovic como sucessor

Sábado, 10 de março 2012 às 12:47:53 AMT

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Tênis Profissional
Maior tenista brasileiro de todos os tempos, Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros em 1997, 2000 e 2001 e 43 semanas como número 1, concedeu uma entrevista exclusiva ao site americano tennis.com onde fala sobre sua entrada no Hall da Fama e muito mais.

Guga, de 35 anos, começou a entrevista falando de sua entrada para o Hall da Fama do tênis. “É uma grande honra, talvez a maior honra do tênis. Assistindo ao vídeo da minha carreira eles conseguiram me levar de volta à quadra. A lembrança me leva de volta ao encontro de meu pai que me levou para a quadra de tênis quando eu tinha seis anos de idade. Ele me ensinou a ter grandes sonhos, mas eu não tinha nenhuma idéia do que uma carreira no tênis podia ser até que eu tinha 16 ou 17 anos de idade”, analisou Guga.

O ex-número um do mundo ressaltou que só virou tenista graças a seu pai. “Quando eu comecei a jogar, o tênis era muito raro no Brasil. Em Florianópolis, não tínhamos mais de cinco quadras de tênis na década de 1980. Então, se não fosse o apoio e impulso de meu pai, eu nunca teria feito isso. Meu pai era e ainda é a maior inspiração da minha vida”, contou.

Quando assumiu o topo do ranking, Kuerten tinha objetivo de aproximar o tênis das pessoas. “Eu adorava colocar o tênis perto das pessoas. Porque eu não via o esporte como número um do mundo, mas como um ser humano. A conexão com as pessoas foi muito importante para mim. Eu tive a sorte de várias pessoas ao redor do mundo me tratarem bem”, afirmou Guga.

Por fim Guga analisou a safra atual de jogadores. “Eu estou muito entusiasmado com o nível atual do tenis. Eu acredito que o [Novak] Djokovic é sem dúvida o homem a ser batido. O tênis que ele está mostrando é de altíssimo nível, e eu gosto que ele mostra a sua emoção em quadra, porque no tênis você tem que ser forte e ao mesmo tempo ser um jogador completo”, concluiu o brasileiro.
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