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Evento-Teste do BR Open, CH Finals pode ter alterações

Segunda, 21 de novembro 2011 às 15:25:27 AMT

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Tênis Profissional
Por Fabrizio Gallas - Competição pioneira no circuito, o Challenger Finals, realizado em São Paulo, ganhou avaliação positiva da organização, a Koch Tavares e também da cúpula da ATP. Mas o evento, garantido no Brasil até pelo menos 2013, pode sofrer algumas alterações.

"A avaliação é bem positiva", diz Luiz Procópio Carvalho, diretor do evento: "O principal objetivo do torneio é formar jogadores e o Cedrik Stebe mostrou isso. Com 21 anos começou o ano nos futures, ganhou de nomes como Davydenko e Ferrero e levou o título em São Paulo. O garoto tem potencial pra ser top 20". Sobre o público, o evento superou as expectativas: "Tivemos ao todo 10 mil espetadores na semana, 3,8 mil somente na final que não tinha o Bellucci. Um público entendido de tênis. Foi melhor do que o esperado".

Segundo Lui, o torneio cumpriu seu objetivo e ainda serviu de teste para o Brasil Open, único ATP no país e que migrará pro Ibirapuera pela primeira vez em fevereiro de 2012 sendo o único evento do circuito sobre o saibro coberto: "O Finals serviu como teste pra ver a quantidade de pessoal da organização, voluntários que precisamos pro Brasil Open, sistema de vendas de ingressos e estrutura do local."

Enquanto a organizadora inicia o foco na preparação para o Brasil Open daqui há menos de três meses, mudanças no Challenger Finals são avaliadas. De acordo com André Silva, chefe do conselho de jogadores da ATP, o formato com sete jogadores mais um convidado jogando em dois grupos, a pontuação (125 para o campeão) e premiação (US$ 220 mil) serão mantidos. Mas ajustes no número de dias e até mudança de local serão avaliados.

"É sempre importante levar esse tipo de evento aos jogadores de challengers e colocá-lo para os tenistas que realmente vão bem nestas competições. O formato, semelhante ao do ATP Finals, será mantido assim como provavelmente a pontuação e premiação. O que devemos mudar é colocar mais um ou dois dias para a realização da primeira fase e também aumentar a promoção do torneio que acabou sendo confirmado muito próximo da data e não teve muito tempo para ser divulgado. Ainda vamos conversar com a Koch Tavares sobre isso e também sobre o local se eles quiserem mudar".

De acordo com Lui Carvalho, o Challenger Finals começou na quarta-feira por conta do feriadão da Proclamação da República e a ideia é mantê-lo na capital paulista: "Temos um acordo com eles e se for de vontade deles vamos permanecer aqui em SP, mas não descartamos outros locais pra disputa como a Bahia ou até mesmo o Rio de Janeiro que acaba de assinar um importante acordo com a ATP".

Bellucci não está garantido - Thomaz Bellucci, tenista agenciado pela empresa que realiza o torneio, foi o principal pilar de promoção da competição, mas não necessariamente vai disputar o evento nos anos seguintes: "Este ano não tivemos Copa Davis no Brasil e nem a Copa Petrobras em São Paulo, logo seria importante o Thomaz poder jogar por aqui, em sua cidade. E é bom ter um brasileiro de nome no Challenger Finals pra atrair foco. Nos próximos anos quem sabe podemos ter outros tenistas como o João Feijão Souza ou o Rogerinho Dutra Silva".

Circuito de Torneios Challengers - Para 2012, a Koch Tavares buscará voltar com a Copa Petrobras, série de torneios challengers pela América do Sul no fim de ano. O principal problema é conseguir um patrocinador titular: "A Petrobras optou por focar em outros esportes como o judô, o remo e saiu do tênis". Mas a promotora promete luta por novo parceiro para retomar a série de eventos na próxima temporada.
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