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Beck busca encerrar sina de vices e avisa que voltará ao top 40

Quinta, 17 de novembro 2011 às 18:30:48 AMT

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Tênis Profissional
No circuito profissional desde 2003, Andreas Beck, 25 anos, surgiu como grande promessa do tênis alemão. Seu melhor ranking na carreira foi a 33ª posição, conquistada na semana do vice-campeonato do ATP 250 de Gstaad (Suíça, 2009), após uma dolorosa derrota para o brasileiro Thomaz Bellucci.

Tão inesquecível quanto sua primeira final de ATP foi o confronto com Roger Federer, segunda rodada do US Open, dentro de um abarrotado Artur Ashe Stadium. Em São Paulo pela primeira vez, para a disputa da primeira edição do ATP Challenger Tour Finals, Beck concedeu entrevista a Tênis News após vencer o eslovaco Martin Klizan e disse estar aproveitando as churrascarias da capital paulista.

Tênis News - Temos três alemães entre os 8 classificados para o torneio, você acha que está por vir uma boa safra de jogadores?
Andreas Beck - Sim, temos uma ótima geração pela frente, (Cédric-Marcel) Stebe e (Matthias) Bacchinger jogaram muito bem a temporada de challengers e realmente merecem estar aqui, disputando o Finals. Acho ótimo termos alemães aqui, afinal, sempre temos com quem conversar e divertir-se.

TN - Você perdeu quatro finais (Kazan, Bath, Oberstaufen e Como) de challengers em 2011. Isso lhe deixa mais ansioso do que o normal para vencer em São Paulo?
AB - Eu sempre busco títulos nos torneios que disputo. Talvez eu tenha jogado muito mal estas quatro finais, mas ser vice não é algo que me deixa preocupado.

TN - Quais são seus planos para retornar ao top 35?
AB - No momento, meu objetivo é voltar a ficar entre os 40 melhores do mundo. Farei uma pré-temporada dura para 2012, começarei jogando em Cheenai (Índia). Preciso seguir de forma consistente e adquirir mais confiança para alcançar novamente esta colocação.

TN - Perder para Bellucci, sua primeira final de ATP, foi a derrota que mais te machucou?
AB - Olha, minha primeira reação foi ficar bastante decepcionado. Perder uma final de ATP nunca é fácil. Mas depois, com o tempo, reconheci que ele realmente apresentou um ótimo tênis, e eu também fiz um grande torneio. Acredito que será uma grande partida na próxima vez que nos encontrarmos.

TN - Derrotar o brasileiro na sua cidade natal seria uma ótima revanche?
AB - Sinceramente, não me importo se ele está jogando em casa ou não, embora a torcida esteja a favor dele. Os dois tenistas se conhecem muito bem, tenho certeza que os fãs verão um grande jogo.

TN - Como foi jogar com Federer no US Open e cometer 11 duplas faltas?
AB - Eu estava muito nervoso, jogar com Roger no Artur Ashe Stadium praticamente lotado foi uma nova experiência, algo bastante especial na minha carreira. Eu acabei cometendo 11 duplas faltas por conta da velocidade do vento, um número que eu não me recordo ter repetido na carreira.

TN - O que ele te disse na rede, quando houve o cumprimento de fim de jogo?
AB - Ele me desejou sorte, disse que foi agradável jogar comigo naquela noite. Roger é um cara muito legal, algumas vezes treinamos antes de torneios.

TN - Como tem sido sua estadia em São Paulo? Quais lugares conheceu?
Esta é a minha primeira vez aqui e tem sido muito agradável, gostei do tratamento das pessoas. Mas por enquanto não conheci muito da cidade, apenas as churrascarias, que são excelentes, e admirados algumas paisagens.
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