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'Bellucci tem potencial, mas é previsivel e dá moles que não deveria', diz Koch

Domingo, 28 de agosto 2011 às 10:39:18 AMT

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Tênis Profissional
Por Fabrizio Gallas e Daniel Lacerda - Numa pacata e fria manhã no Clube Caiçaras, no Rio de Janeiro, o Tênis News bateu um papo com Thomaz Koch, um dos maiores jogadores do tênis nacional, dono de dois títulos do circuito profissional e ex-top 25.

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A fera do tênis nacional nas décadas de 60 e 70 disputa a etapa carioca do Circuito Itaú Masters e deu sua opinião sobre seu xará, Thomaz Bellucci, atual 35º do mundo e principal nome do tênis brasileiro. Assim como Koch, Bellucci também soma dois canecos de ATP.

"O fato de ele estar entre os 30, 35 melhores já diz do atual momento dele, que é positivo. Ele tem um potencial incrível e está ganhando consistência de jogo, mas às vezes dá um mole que não deveria. Tem partidas que deveria ganhar, mas que acaba deixando passar. Precisa aprender a jogar os pontos importantes em certas ocasiões. Mas com o ranking que ele tem, está muito bem. Se conseguir se manter por ali, ganhará mais experiência e consistência (de resultados) para subir mais", disse Koch que vai mais fundo nos dois principais problemas de Bellucci.

"Falta variação. Bellucci tem um jogo previsível. Tem horas que precisa mandar a bola mais alta, mais baixa, mais longa, tem que subir à rede, tem que dar um slice".

Koch esteve recentemente em Montreal onde foi visto no camarote com Larri Passos e atestou o problema: "No jogo contra o Richard Gasquet (no Masters de Montreal, onde esteve presente), se ele tivesse variado melhor poderia ter tido mais chance. Bellucci poderia ter baixado mais a bola, jogado mais slice. São coisas que com o tempo o Bellucci vai se tocar".

Durante sua estada no Canadá, mesmo perto do staff de Bellucci, Koch não quis se meter no trabalho de Larri Passos. Mas como um grande voleador que foi, ele destaca que este é outro defeito do brasileiro: "Não procuro me meter em nada. Sei que é uma coisa que o Larri Passos também não gosta. Poderia dar uma opinião se me perguntasse. Na rede, Bellucci precisa melhorar, mas por exemplo hoje no circuito poucos têm bons voleios".

Sobre o possível encontro diante de Roger Federer no US Open, que aconteceria na segunda rodada, Koch é cauteloso: "Federer é um cara que está lá em cima, no topo. Primeiro o Bellucci tem que ganhar do Sela, que não conheço. Bellucci tem que pensar partida a partida e não na segunda rodada. Hoje em dia todo mundo sabe jogar".
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