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Qual o verdadeiro posto de uma campeã ?

Sábado, 20 de agosto 2011 às 18:33:04 AMT

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Tênis Profissional
Por João Vitor Araripe - A número um havia se afastado do circuito por um corte no pé, depois de uma impressionante campanha em Wimbledon. Com o ''circuito aberto'', Kim Clijsters passou a substituir Serena Williams como a verdadeira campeã do circuito, pelo menos nos torneios mais importantes. O circuito feminino não estava desfalcado, pois a belga continuava se impondo diante as diversas adversárias da nova geração.

O bicampeonato no US Open, o triunfo no WTA Championships sobre a atual número 1, Caroline Wozniacki além seu primeiro título em Melbourne ratificaram o favoritismo de Clijsters. Uma estranha lesão no pé direito, quando dançava em um casamento, fez com que a belga não retomasse mais o rumo na temporada. Desde então, um grande vazio assombra a WTA.

A situação agora se reverteu. Clijsters está lesionada e não vai jogar o U.S Open, dessa vez por causa de uma lesão abdominal e Serena tem bom caminho para demonstrar uma volta triunfal depois da grave embolia pulmonar.

A volta de Serena comprovou que ela está preparada para retomar o circuito de onde parou. Os títulos de Stanford e de Toronto foram até bons para as principais adversárias, que poderiam enfrentar a americana já na estreia do US Open. Mesmo assim, com a atual posição, é certo que Serena poderia enfrentar uma top 8 logo na terceira rodada. Não seria mais fácil classificá-la pelo seu potencial?

Quando as inscrições para o US Open fecharam, quatro semanas atrás, Serena estava tão mal ranqueada que mal podia entrar no evento. Como resultado, ela entrou na chave usando seu ranking protegido, quer seria justamente o número 1, quando parou em Wimbledon, no ano passado. Seria assim a principal cabeça-de-chave com Wozniacki, o que faria da americana a cabeça-de-chave 2, como a dinamarquesa é a número 1 de fato. Foi exatamente o que aconteceu por exemplo quando Seles competiu o US Open 1997 após ser esfaqueada em 1996.

E não foi um caso excepcional, lembrando que a própria Serena já foi nomeada cabeça 3 em 2004, mesmo sendo número 11 no momento. Casos similares já ocorreram com Graf e Davenport, mas fica difícil acreditar que a USTA vai utilizar esse recurso novamente.

Se o US Open usasse um sistema similar utilizando os torneios preparatórios, Serena apareceria como 13ª cabeça-de-chave podendo só enfrentar as principais adversárias nas oitavas-de-final. Com os títulos de Stanford e Toronto, a americana se situaria perto desse número, sendo difícil saber com previsão, visto que o torneio de Cincinnati pode alterar o ranking.

Atualmente a posição de Serena a situaria como cabeça-de-chave 31 no último Grand Slam da temporada. Mesmo sendo a grande favorita ao torneio, não deveria ser privilegiada. É evidente, entretanto, que nenhuma tenista quer enfrentá-la tão cedo.

Palpite: Embora seja grande favorita para o título do US Open 2011, não acredito em nenhuma alteração. E o circuito inteiro torce para não enfrentar Serena nas primeiras rodadas.
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