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Camilo e Hocevar disputam o título no Recife

Sexta, 21 de janeiro 2011 às 22:42:57 AMT

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Tênis Profissional
Depois de 13 vitórias e a conquista dos títulos das duas primeiras etapas, em Salvador e Aracaju, o alemão André Begemann, de 26 anos, perdeu a invencibilidade nos futures brasileiro.

Foi preciso que o ex-166º do ranking mundial enfrentasse um tenista em grande fase e com a confiança em alta para conhecer o indesejável sabor da derrota. O responsável pela façanha foi o paulista Rafael Camilo, 20, atual 305º do mundo, que recentemente conquistou o melhor resultado na carreira, o vice-campeonato no challenger de São Paulo. Ele faz a final do future do Recife contra Ricardo Hocevar, neste sábado, às 11h.

O jogo foi uma verdadeira batalha entre o potente jogo de fundo de quadra de Camilo e o eficiente estilo saque e voleio de Begemann. Um belo jogo que empolgou ao bom público que compareceu à quadra 1 do Squash Tennis Center, no bairro de Boa Viagem. O alemão conseguiu uma quebra no início do jogo e deu a entender que levaria o primeiro set sem maiores problemas. Mas Camilo reagiu e devolveu a quebra no décimo game. O tie-break foi disputado ponto a ponto, mas Begemann levou a melhor por 11/9.

O brasileiro não se abateu e conseguiu a quebra logo no primeiro game da segunda parcial. O jogo se manteve em alto nível, bastante equilibrado, e depois de Camilo salvar breaks em dois games de serviço, acabou fechando em 6/4. Na negra, Camilo quebrou o saque do alemão logo no terceiro game, mas bobeou quando sacava para fechar no 5/4. Begemann retribuiu no game seguinte e, depois de três duplas faltas, foi quebrado outra vez. Aí Camilo controlou os nervos e, embalado pela torcida, fechou o jogo com um 7/5. “Foi um jogo muito duro. O cara vinha de duas grandes semanas, quando conquistou os títulos, mas graças a Deus consegui vencê-lo. Fiquei muito tenso na hora de fechar, mas ele também sentiu e consegui a vitória. Foi importante porque mantive a confiança e a cabeça tranquila”, comentou Camilo, após a partida.

Com a vitória, o paulista de 20 anos garantiu uma final 100% brasileira. Na verdade, uma final 100% paulista. Seu adversário saiu do duelo entre Ricardo Hocevar, cabeça de chave 1, e Rodrigo Guidolin, sexto favorito. Em uma repetição do primeiro jogo do dia, o primeiro set só foi definido no tie-break. Guidolin aproveitou o mini-break conquistado logo no início e fechou em 7/4. No segundo set, Hocevar parecia desanimado, mas conseguiu a quebra no quinto game e seguiu firme para vencer em 6/4. Na negra, Hocevar repetiu o bom desempenho e fechou em 6/4.

“Minha ideia de trocar a participação no qualifying na Austrália foi justamente para conseguir jogar o máximo de jogos e ganhar ritmo de jogo. Está dando certo. Fiz alguns jogos duros, a final certamente será mais um jogo duro. Espero que eu possa sair com a vitória e o título”, avaliou Hocevar.
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