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A volta por cima de Saretta ?

Segunda, 15 de maio 2006 às 17:49:35 AMT

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Flavio Saretta - Buenos

Por Fabrizio Gallas

Meses atrás me indignei com a falta de atitude e garra que simbolizavam o fraco momento atual do tênis brasileiro. Flávio Saretta então top 100 teve uma oportunidade única de jogar um evento Masters Series em Indian Wells, mas acabou desistindo para jogar um Challenger. Hoje meu comentário mudou o tom, alimentando o quanto é importante esses torneios para o tenista. O exemplo vai para o mesmo Saretta. Nesta segunda ele conquistou uma sensacional vitória sobre o ex-número um do mundo Marat Safin no Masters Series de Hamburgo e voltará a ser o melhor do país pelo número de pontos somados no torneio. Uma prova de que a melhora do jogo está em atuar contra os grandes nos torneios de qualidade.

O raciocínio em termos dessa qualidade é básico. Quando se joga com um jogador talentoso, bem ranqueado ou que já teve um passado brilhante como Safin, sua motivação, seu desejo de ir para cima e buscar a vitória: tudo aumenta. Adicionamos o fato de que jogar com um tipo de tenista assim faz com que se aprenda muito, mesmo nas derrotas.

Esse tipo de jogador com nível só encontramos em torneios ATP ou os Masters Series, aqueles que oferecem maior número de pontos. Uma simples vitória num torneio como esse dá a possibilidade de subir no ranking e ficar entre os melhores jogando esses eventos grande porte.

Para efeito de comparação, o triunfo de Saretta hoje lhe rendeu 35 pontos no ranking de entradas. Com os 15 somados pelas duas vitórias do quali ele já tem 50, mesmo caindo na segunda fase. Isso tudo é equivalente ao título em cinco jogos num Challenger de US$ 50 mil, ou a uma final num evento de US$ 100 mil, semelhante ao que Saretta jogaria em Sunrise quando abdicou em Indian Wells. Lição ou castigo são obras do divino, mas Flávio acabou não jogando este fatídico Challenger por contusão, bem como deixou de participar de Miami pelo mesmo motivo.

Muito mais que pontos e um lugar como melhor tenista do Brasil, o que este triunfo desta segunda pode render a Saretta é a confiança necessária para poder desempenhar um bom papel no restante do ano e "quizá" voltar a figurar entre os 50 melhores do mundo. Resta saber se essa profecia será concreta e se Saretta dará realmente a volta por cima. Estamos torcendo.
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