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Curso de arbitragem da CBT forma quatro portadores de necessidades especiais

Segunda, 08 de maio 2006 às 16:40:24 AMT

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Confederação Brasileira de Tênis organizou um curso de arbitragem nível 1 da ITF- Federação Internacional de Tênis- , que formou 24 novos profissionais, entre eles, quatro portadores de necessidades especiais em uma iniciativa inédita no tênis brasileiro. O curso foi ministrado por Roberto Almeida, árbitro com certificado internacional silver badge, antes do Campeonato Mundial por Equipes de Tênis em Cadeira de Rodas.

Os quatro deficientes físicos que fizeram o curso são alunos do Projeto Inserir e depois de aprovados e com o diploma na mão, foram escalados para trabalhar como juízes de linha na competição.

Segundo Almeida, a avaliação da atuação dos juízes após o término do mundial, é de que todos estão aptos a trabalhar como juiz de linha , desde que se leve em consideração algumas limitações.

"Foi muito legal viver essa experiência pela primeira vez. Nós tínhamos apenas uma preocupação, que era a mobilidade em quadra, mas eles se adaptaram e mostraram que podem trabalhar em algumas posições, como a base, por exemplo, onde eles não precisam se mexer muito, podem até trabalhar na cadeira, se for necessário", explicou Roberto Almeida.

Para os novos profissionais, a experiência foi excelente e abriu as portas para uma nova profissão.

" Adorei o curso e o trabalho e agora quero assumir a profissão. Jogo no Projeto Inserir e participo de tudo que posso, ajudo em tudo, mas esse curso foi muito bom. Quero seguir carreira e já estou sonhando em ir ao Para-Pan( Jogos Paraolímpicos Pan-americanos) como juiz de linha", disse Luiz Gonzaga, um dos formandos.

"Eu decidi fazer o curso para aprender mais sobre as regras e acabei gostando muito. Se a avaliação for boa e eu tiver oportunidade, sigo carreira", falou José Neumar.

Todos os profissionais formados no curso de Brasília, assim como em todos os outros realizados pela Confederação Brasileira de Tênis, são cadastrados pelo departamento de arbitragem e podem ser chamados para atuar em eventos organizados e supervisionados pela CBT.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBT
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