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Carrasco de Sampras quer o título no Rio Champions

Terça, 02 de março 2010 às 17:28:07 AMT

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Tênis Profissional
Recordista de participações consecutivas em torneios do Grand Slam (foram 56 aparições seguidas entre 1991 e 2004), o sul-africano Wayne Ferreira costuma ser lembrado por outra estatística: ele foi um dos maiores carrascos do americano Pete Sampras nos tempos de circuito profissional, ostentando um retrospecto de 6-7 contra o ex-número 1 do mundo.

Sete anos após conquistar seu último torneio da ATP, Ferreira continua não se intimidando diante de rivais mais bem cotados e aposta em suas chances de conquistar o título do Banco Cruzeiro do Sul Rio Champions, que acontece entre os dias 12 e 14 de março no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. Os ingressos estão à venda em www.ingressomais.com.br.

No Rio, Ferreira estará ao lado de alguns dos maiores representantes de diferentes gerações do tênis mundial: o americano Jim Courier, os suecos Mats Wilander e Mikael Pernfors, o francês Cedric Pioline, o russo Marat Safin, o australiano Mark Philippoussis e o brasileiro Fernando Meligeni completam o time de feras do torneio que abre a temporada 2010 do mais competitivo circuito mundial de campeões. O sul-africano diz que está em ótima fase e afirma que tem plenas possibilidades de deixar o Brasil com o troféu na bagagem.

“Tenho grandes expectativas para o torneio. Tenho passado muito tempo em quadra nos últimos meses e estou em ótima forma, jogando muito bem”, diz Ferreira, primeiro jogador sul-africano a encerrar dois anos consecutivos no top-10 do ranking da ATP em 1996. “Os jogadores que estarão na disputa são grandes tenistas e todos serão rivais difíceis de bater, mas eu não tenho dúvidas de que sou capaz de vencer o torneio. Estou muito empolgado para a competição”, completa.

Ferreira alcançou sua melhor posição no ranking de simples em 1995, chegando a ocupar o posto de número 6 do mundo. Dono de 26 títulos na ATP, 15 deles em simples e 11 em duplas, o sul-africano foi o primeiro atleta do país a conquistar uma medalha olímpica (bronze nas duplas) em 32 anos, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Fora do circuito da ATP, Ferreira também vem obtendo bons resultados: conquistou três torneios do Champions Series e fechou três temporadas em quarto lugar no ranking do circuito (2006, 07 e 08). Em 2009, disputou apenas um torneio e terminou o ano na nona colocação no ranking.

Entre as estatísticas de Ferreira, o retrospecto contra Pete Sampras é sempre o mais lembrado – e comumente apontado como medida da habilidade do sul-africano. Um dos tenistas que mais deram trabalho àquele que, antes do surgimento do suíço Roger Federer, era considerado o maior tenista de todos os tempos, Ferreira mereceu destaque na autobiografia do ex-número 1 do mundo e dono de 14 títulos do Grand Slam, “Mente de Campeão”. O heptacampeão de Wimbledon admite no livro que sempre teve trabalho nas partidas contra o sul-africano e destaca as maiores qualidades de Ferreira em quadra.

“Nem mesmo tenho certeza de por que Ferreira me dava trabalho. Sem dúvida, ele nunca me preocupou da mesma maneira que outros jogadores. Ele se movimentava bem, devolvia bem, tinha um ótimo serviço e um forehand poderoso, mas acima, de tudo, vinha para as partidas contra mim com uma atitude muito positiva. Não havia pressão quando ele jogava comigo. Era tudo mais simples para ele. Aparentemente, eu o estimulava e o transformava mentalmente em um verdadeiro guerreiro. Ele me venceu em algumas ocasiões em que eu realmente estava jogando bem, e tudo o que consegui fazer foi encolher os ombros e dizer: ‘Esse é o meu Ferreira’”, descreveu Sampras no livro, escrito em parceria com Peter Bodo.
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