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Chico Costa aguarda Daniel para Davis: 'Se ele não for, temos outros jogadores'

Domingo, 28 de junho 2009 às 14:15:00 AMT

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Por Fabrizio Gallas

Francisco Costa, capitão do time brasileiro da Copa Davis, atendeu ao Tênis News em entrevista concedida durante um torneio de veteranos jogado no Marina Barra Clube, no Rio de Janeiro. Ele falou sobre o confronto diante do Equador (em setembro) que vale passagem ao Grupo Mundial em 2010 e aguarda uma posição de Marcos Daniel para saber se o número 1 do país estará ou não apto a disputar o confronto dado os problemas com a CBT.


“Espero que ele tenha aprendido alguma coisa com tudo isso e que ele tenha a vontade, o desejo de voltar a fazer parte da equipe. Não vejo a razão financeira como motivo para não fazer parte do time. Agora se ele não for, temos outros jogadores”, conta o gaúcho que revela que diante da França em 2000, em Florianópolis, teve que pagar sua passagem para estar no duelo e ainda não foi reembolsado.

O capitão analisou também a escolha do ginásio do Gigantinho em Porto Alegre para a disputa dos jogos contra os equatoarianos: “Foi uma boa escolha, atende as condições que queríamos jogar. Queríamos fugir do calor intenso pois tivemos algumas experiências com os principais jogadores com temperatura alta. De maneira geral todos os jogadores tiveram problemas com cãimbras e queda de rendimento com temperatura excessiva”.

Chico falou também na questão do jogo limpo e a importância em se atuar numa quadra coberta para não ver nenhum elemento do clima influenciando: “Quando a gente joga fora estamos sujeitos a vento, chuva, parada por falta de luz natural. Nesse confronto em particular não vi uma vantagem em colocar os jogos dependendo do clima. A equipe deles tem mais experiência que a nossa. Nicolas Lapentti é muito experiente, macaco velho e cresce muito em condições adversas. O jogo coberto fica sempre igual. Essa é nossa aposta”.

Para amenizar a velocidade da quadra que fica sempre maior sendo coberta, o time brasileiro tentará colocar um saibro bem lento.

Thomaz Bellucci tem sido nosso principal jogador na Davis. Foi decisivo diante da Colômbia ao marcar o primeiro ponto e esteve há pouco tempo entre os 70 melhores do mundo, fazendo a final na Costa do Sauípe. Mas suas últimas semanas vem sendo de fracassos, derrotas para jogadores de ranking mais fraco e queda livre na tabela da ATP onde agora não ocupa um espaço entre os 130 melhores. Mesmo com a má fase, Chico Costa deposita confiança no jovem de 21 anos e não vai o descartar para o duelo diante dos equatorianos.

“Bellucci continua sendo um cara que acreditamos muito nele, não só pra Davis, mas pro circuito, tem chances de entrar nos 50 melhores. Temos uma base de equipe com o Bellucci, o Marcelo, o Andre, o Marcos, o Thiago e Franco, que usamos nos 3 últimos confrontos. A não ser que tenhamos algo inesperado com outro jogador, vamos manter o time nesses jogadores”, disse o capitão que aponta a falha do brasileiro e crê na recuperação: “Ele está experimentando uma situação nova de defender pontos. É difícil explicar a pressão que é sabendo que você tem a obrigação de ganhar para não cair. A queda veio em consequência do segundo semestre do ano passado que foi ruim. Ele poderia ter feito um primeiro semestre melhor nesse ano, teve bons resultados como final no Sauípe, furou qualies de Masters 1000, mas a missão era complicada. Minha previsão é que a partir do segundo semestre ele melhore pois não tem nada pra defender”.

A dupla Marcelo Melo e André Sá, outro ponto forte do time brasileiro, vem em forma irregular, fazendo boas campanhas em torneios menores, mas decepcionando em eventos maiores (não conseguiu vencer mais do que um jogo em um Grand Slam nessa temporada) e já fora do top 30. Mesmo com a boa forma de Bruno Soares, quadrifinalista de Roland Garros, Chico não pretende colocá-lo como titular, ao menos que alguma lesão apareça: “Qualquer relacionamento a dois é complicado. Seja casamento, técnico com jogador e até uma dupla. Eles jogam há alguns anos juntos então é natural que às vezes as coisas não corram da melhor maneira possível. Mas na Copa Davis isso fica um pouco pra trás, a motivação cresce”.

“O Soares é um cara de uma ótima dupla, mas com um estrangeiro. Você separar uma dupla e agregar um cara de fora é complicado, não pode ser uma aposta, mas sim uma garantia. Se tivesse uma diferença clara de nível, mas há um equilíbrio de nível entre os três. Agora temos variáveis como lesões que podem mudar, mas ainda falta muito tempo (para o confronto)”.

Caso Bruno não seja convocado para o time titular, Chico tem a intenção de chamá-lo como reserva para ajudar nos treinos, algo que fez no duelo contra a Croácia em Zadar, disputado no ano passado.

Chico Costa nasceu em Porto Alegre. João Zwetsch, seu auxiliar na comissão técnica, é de Novo Hamburgo, cidade situada há 30 minutos da capital gaúcha. O capitão diz ser uma motivação maior comandar os jogos pela primeira vez diante dos familiares, mas quer blindar para uma distração que o duelo possa causar nos jogadores: “Vai ser a primeira vez que as pessoas próximas vão me ver ao vivo e não pela tv. Família, namorada, companheiro de treino, amigos. É legal saber que as pessoas que nos acompanham de perto estarão presentes. É uma motivação a mais tanto pra mim como pro João Zwetsch, o Franco e o Marcos, se ele estiver no time. Quando se joga no Brasil tem uma distração pelo envolvimento coletivo. Depende muito da comissão técnica de como trabalha isso e protege os jogadores. Ficaremos fechados, todos juntos como sempre fazemos em um hotel para evitar ao máximo esse tipo de problema”.

O Brasil terá, além dos quatro titulares, alguns reservas e juvenis na equipe. Como só haverá uma quadra coberta para treinos, a do próprio ginásio Gigantinho, os principais jogadores dividirão os treinos com os equatorianos e os juvenis dividirão outras quadras abertas que serão disponibilizadas.
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