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Clezar quer ser top 10 e sonha em vencer Roland Garros

Quarta, 03 de junho 2009 às 16:00:00 AMT

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Guilherme Clezar

Por Fabrizio Gallas, direto de Paris, e Vitor Souza Paula

O gaúcho Guilherme Clezar, número 22 do ranking juvenil da ITF, possui 16 anos e faz sua estreia em um torneio Grand Slam em Roland Garros. E logo em sua primeira participação em um dos quatro maiores torneios do circuito, já chega às quartas-de-final e sonha em ir além. A jovem e tímida promessa o tênis brasileiro concedeu entrevista ao Tênis News onde falou um pouco de como começou a jogar tênis, quais são seus ídolos no esporte e seus sonhos na carreira.

"Jogo tênis desde o 5 anos, meu pai jogava e me levava junto e acabei indo assim. Sempre joguei e morei em Porto Alegre", disse a jovem que tem o brasileiro Gustavo Kuerten e o suíço Roger Federer como seus maiores ídolos no esporte: "Guga é de longe meu ídolo. Ano passado bati um pouco com ele na Copa Davis contra a Colômbia"

“Outro ídolo que tenho é o Federer. Estou torcendo muito pra ele ganhar aqui. Ainda não o encontrei, mas quero. Como ele só joga na Phillippe Chatrier (quadra mais importante, à qual os juvenis não têm acesso), fica difícil o encontrar. Nós ficamos todos na quadra Suzanne Lenglen (segunda maior quadra do complexo). Não dá pra comparar meu estilo com o do Federer, talvez um pouco a direita, mas ele voleia melhor, procura mais a rede, joga com o slice. O jeito dele na quadra, a forma que ele joga, o estilo dele me encanta”, confessou.

O Brasil teve recentemente os paulista Nicolas Santos e Fernando Romboli no top 3 juvenil, mas ambos ainda não emplacaram grandes campanhas no profissional. Ciente da dificuldade que há na transição entre o juvenil e o profissional, Clezar espera uma rápida adaptação ao circuito e por isso pretende, já no segundo semestre desse ano, disputar futures e somar pontos no ranking da ATP.

"Preciso me dar melhor com a situação de ser um bom juvenil e aprender a perder no profissional que é algo normal. Tem que estar com a cabeça firme e saber que no profissional não terei o mesmo desempenho com tanta rapidez. Mas com o passar do tempo vou aprimorar meu jogo e passar a ter sucesso”.

Clezar soma dois pontos no profissional e vai priorizar torneios juvenis até Wimbledon e ainda jogar o US Open antes dos profissionais: "A principal diferença do juvenil para o profissional é que no profissional é preciso saber ler o jogo, ter mais regularidade. Com 18 anos o peso de bola está mais ou menos igual ao que o profissional. Minha transição estou procurando administrar da melhor maneira possível, estou muito bem orientado, tenho três técnicos, um coordenador, um preparador físico e uma psicóloga, ela vai toda semana e conversa conosco", acrescentou.

Parte dessa transição para o profissional Clezar já vem fazendo há dois anos. No final do ano passado, ele disputou o Challenger de Florianópolis onde perdeu para o paulista Ricardo Mello, ex-top 50 e atual top 200, por 6/1 6/3: "O Mello é experiente, bem complicado de jogar. Ele sabe ler bem o jogo, foi uma experiência boa e isso me ajudou a evoluir e agora preciso focar em mim para melhorar e subir o mais rápido possível", analisou.

O Brasil disputa contra o Equador em setembro uma vaga no Grupo Mundial da Copa Davis jogando em casa, e o capitão Francisco Costa costuma chamar sempre um juvenil para treinar com a equipe. Quanto à possibilidade de ser chamado, ele não nega o entusiasmo: "Ano passado fui pra Davis (contra a Colômbia, em Sorocaba) e esse ano vamos ver, mas gostaria de estar. É muito legal estar no grupo da Davis. Me dou bem com o André Sá, Marcelo Melo, Bruno Soares. Bellucci não tenho tanto contato, mas é boa pessoa. Foi uma experiência boa,gostei bastante".

E para finalizar, Clezar falou sobre seus sonhos para o tênis profissional. O gaúcho não tem expectativas para esse ano, mas a longo prazo pensa grande e quer seguir os passos de Guga, vencendo o Aberto da França: "Tenho meta de fazer melhor campanha possível em todos os torneios que disputar. O que vier de ranking profissional nesse ano é lucro”.

"Ganhar Roland Garros e ficar no top 10 são meus sonhos. Acho complicado ganhar Roland Garros três vezes que nem o Guga, uma já está bom. Saibro é minha especialidade. Quadra rápida eu me viro legal, mas tenho dificuldades em quadras muito rápidas", finalizou ele.
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