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'A vida vai me dizer o que fazer depois da aposentadoria', diz Safin

Segunda, 11 de maio 2009 às 11:54:11 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas, direto de Madri

Depois de perder mais uma nos detalhes no circuito, dessa vez para o francês Jo Wilfried Tsonga, era difícil esperar um semblante alegre no rosto de Marat Safin. O russo, ex-número 1 do mundo concedeu entrevista coletiva, e falou sobre sua rotina no processo de aposentadoria que está marcada para o Masters de Paris em outubro.

"Esses tipos de derrotas doem, mas não posso ficar pensando muito nos match-points que perdi e nos momentos importantes desperdiçados, mas o Tsonga é um excelente jogador, um top 10”, disse Safin que hoje não perdeu match-points como nos torneios de Monte Carlo e Miami, mas caiu com apertados 6/4 7/5.

Se por um lado ser derrotado nas primeiras rodadas é ruim, por outro surte de forma positiva para o tenista: “Pelo menos tenho alguns dias para aproveitar a cidade”, disse: “Mas minha rotina continua a mesma coisa chata de sempre, acordar cedo, pegar o transporte, vir treinar, no fim do dia volta pro hotel e dorme-se cedo. São raros os momentos de diversão, mas assim é o tênis”.

Questionado sobre o que ele vai fazer após a aposentadoria, o atual número 20 do mundo respondeu: “Vou deixar a vida me dizer o que eu vou fazer”.

Doping de Gasquet - Safin comentou também sobre o doping de Richard Gasquet confirmado ontem pelo tenista. O francês foi suspenso provisoriamente e pode pegar até 2 anos de gancho: “É uma situação ruim pra ele, mas espero que ele possa retornar. Mas não sabemos o que aconteceu. Ninguém vai a uma festa e põe seu nome em um copo. Você não sai com uma garota, vai pra casa dela e chama a ATP pra supervisionar, isso é ridículo”.
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