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Meligeni sobre a Davis: 'A Colômbia tem pavor do Brasil'

Quarta, 11 de março 2009 às 20:39:47 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas, direto do Rio de Janeiro

A Colômbia escolhei nesta semana o piso de saibro na cidade de Tunja, a 2.775m acima do nível do mar, para enfrentar o Brasil pela final do Zonal Americano que ocorre no início de maio. Capitão do time brasileiro da Copa Davis até o fim de 2006, Fernando Meligeni deu sua opinião sobre o duelo em entrevista coletiva concedida na apresentação dos jogadores do Rio Champions, evento de veteranos da série Outback Championship.

"Já jogamos contra a colômbia. Quando fui pra lá (Brasil derrotou a colômbia em Bogotá no ano de 2005) não tava jogando o Alejandro Falla e o Carlos Salamanca que eram os mais perigosos deles. Mas falando desse conrfronto, teoricamente o Brasil tem que ganhar. Temos o Bellucci jogando melhor e já podendo fazer muitos pontos, o Marcos Daniel que sempre vai bem na Colômbia, ganhou vários campeonatos por lá e que pelo menos um ponto pode trazer e nossa dupla que é infinitamente superior", disse Meligeni que não seguiou os passos de Emilio Sanchez Vicario, coordenador do tênis brasileiro, ao avaliar a probabilidade de vitória do time canarinho.

"O emilio colocou 50% de chances pro Brasil, mas eu vou mais além, coloco mais. Eles têm um respeito e até um pavor do Brasil e por isso estão jogando cada vez mais alto, daqui a pouco jogam até na lua".

Caso o Brasil passe pelos colombianos, iríamos disputar mais uma vez os playoffs do Grupo Mundial em setembro. Fininho não é otimista quanto às chances de entrarmos na elite do tênis mundial: "Pra subir pra primeira divisão precisamos ser realistas. Depende muito do sorteio. Alguns adversários podemos vencer como a Suécia em casa com o time que tem hoje ou uma Romênia. Mas agora uma França com os jogadores que tem ou um Chile com o Fernando Gonzalez fica complicado".

Meligeni aproveitou também para comentar a presença de Vicario como coordenador do tênis brasileiro. O espanhol comandou o time espanhol no título da Davis no ano passado em plena Mar del Plata na Argentina, tem uma academia que ajudou a formar talentos como Andy Murray e Svetlana Kuznetsova além de já ter sido número 1 de duplas e top 10 de simples.

"Sou a favor de qualquer movimento que venha a ajudar o tênis brasileiro. Ele foi contratado para fazer um projeto e esse projeto pode virar um trabalho que ele execute com os profissionais brasileiros. Hoje está todo mundo na expectativa para saber o que realmente ele vai fazer. A única coisa que podemos pedir a ele é o respeito ao nosso tênis, seja ele como o melhor ou o pior tênis do mundo. Nós queremos fazer o tênis brasileiro evoluir. Estou pronto para apoiar desde que ajude o tênis."
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