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Fim frustrante para brilhante temporada de Nadal

Segunda, 10 de novembro 2008 às 17:20:00 AMT

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Nadal - Campeão Wimbledon 08

Por Vítor Souza Paula

Um ano para jamais sair da memória. Assim Rafael Nadal vai se lembrar para sempre de 2008. O espanhol começou a temporada com o objetivo de expandir seu reinado para além das quadras de saibro, e com a temporada quase acabando ele pode dizer que conseguiu com maestria alcançar o feito.

Depois de começar o ano com duas finais (Chennai e Miami) e duas semis (Aberto da Austrália e Indian Wells) e ver seu rival Roger Federer perdendo muitos jogos e perdendo pontos no ranking, alguns deles devido a uma mononucleose, o ‘Touro’ entrou na temporada européia de saibro para mostrar toda sua força na terra batida.

Com o título em Monte Carlo (onde também faturou o título de duplas ao lado de Tommy Robredo), derrotando Federer na final, e depois em Barcelona, Rafa já se credenciava a vencer novamente em Roland Garros. Após sua queda na estréia em Roma, quando bolhas no pé o impediram de enfrentar Juan Carlos Ferrero em bom nível, essa supremacia foi colocada em cheque, mas a resposta veio com o título em Hamburgo e depois a épica campanha do tetra em Roland Garros, sem perder um set e com vitória arrasadora sobre Federer na final, com direito a pneu: 6/1, 6/3 e 6/0.

E quando tudo parecia perfeito, Nadal mostrou ao mundo que poderia fazer mais. Desta vez na grama de Queen`s, ele conquistou seu primeiro título nesse tipo de piso ao bater nomes com Roddick e Djokovic. Então, veio o que o próprio Nadal chamou de “o maior feito de sua carreira”: em Wimbledon, no templo sagrado do tênis, ele chegou pela terceira vez seguida à final, e novamente seu rival era o número 1 do mundo e atual pentacampeão do torneio, Roger Federer. E em uma partida histórica, considerada por alguns como maior de todos os tempos, o tenista de Manacor triunfou após desgastantes cinco sets, com parcias de 6/4, 6/4, 6/7, 6/7 e 9/7.

O título o deixou muito próximo de assumir a liderança do ranking, o que parecia apenas questão de tempo. No final de julho, com a conquista do Masters de Toronto, ele viu suas chances aumentarem ainda mais, já que Federer continuava sem apresentar seu melhor tênis. E na semana seguinte, com a semifinal em Cincinnati, ele atingiu o topo pela primeira vez na carreira, aos 22 anos, posto que ostenta há 13 semanas.

Para comemorar, nada como mais um título histórico: nos Jogos Olímpicos de Pequim, mais uma glória na carreira de Rafa, com a medalha de ouro ao bater o chileno Fernando Gonzalez em três sets.

O espanhol ainda alcançou a semifinal no US Open, fechando sua participação em Grand Slams na temporada, e em seguida liderou o time espanhol na Copa Davis ao bater os Estados Unidos em casa e garantir a vaga do país na grande decisão deste mês contra a Argentina.

Mas nessa reta final da temporada, o cansaço começou a falar mais alto. Após perder em casa no Masters de Madri na semifinal, ele teve que abandonar sua partida contra Davydenko nas quartas em Paris, há 11 dias, devido a uma lesão no joelho direito, lesão esta que também o tirou da Masters Cup e da final da Davis contra a Argentina. Em um ano em que fez 111 partidas (93 vitórias - 82 em simples, 11 em duplas - e 18 derrotas - 11 em simples, 7 em duplas), as dores são mais que aceitáveis, ainda mais vindo de um guerreiro como é o ‘Touro Miúra’.

E mesmo com um ano tão espetacular, as lesões e o cansaço frustram os objetivos de Nadal de fechar 2008 com chave de ouro em Shangai e Mar Del Plata.

Veja o perfil de Rafael Nadal
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