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Copa Davis - O que está por vir?

Quinta, 10 de março 2005 às 21:50:23 AMT

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copa davis

Por Daniel Lacerda

A primeira rodada da Copa Davis terminou e, como sempre, temos os heróis, as surpresas e as confirmações.

A primeira confirmação que pode ser destacada é que o Brasil realmente é muito superior às outras equipes do Zonal II. Se não tivermos mais problemas entre a confederação e os jogadores, parece claro que subiremos com os pés nas costas. Antilhas Holandesas não poderão resistir muito com o seu melhor jogador situado em torno da posição 250 do mundo. No confronto diante da Colômbia tivemos as excelentes estréias de Ricardo Mello, atual número 1 do país, que venceu um jogo de simples e também a do jovem Bruno Soares que mostrou personalidade e ganhou nas duplas com André Sá e nas simples no domingo. Teremos ainda a volta de Guga, o que aumenta ainda mais a força da equipe brasileira. Passando, a perspectiva não muda: Uruguai e República Dominicana não têm força alguma.


Já no Grupo Mundial, outras confirmações aconteceram. A primeira delas é que a Argentina passa por um excelente momento e podem vencer a Davis a qualquer momento. A forma impiedosa como eliminou a tradicional República Tcheca mostra isso. Além do mais, a quantidade de jogadores é incrível e existem opções para qualquer tipo de piso. Poderemos ver nas quartas de final nossos hermanos atuarem na situação mais adversa possível: contra a tradicionalíssima Austrália, fora de casa e provavelmente na grama.

É um bom teste para, ao menos, saber se os argentinos têm força em qualquer circunstância. Os australianos, por sua vez, não têm a mesma força que tinham há pouco tempo, mas continuam sendo uma das mais poderosas equipes da Davis.

Eliminaram a Áustria de forma categórica e têm na tradição e em Lleyton Hewitt suas grandes armas. O confronto contra os argentinos é, sem dúvida, o mais interessante das quartas de final. Mas a velocidade da quadra é um fator de incontestável favoritismo dos australianos.

Outra confirmação é que a equipe da Suíça é muito fraca sem Roger Federer. A ausência do número 1 do mundo é o principal fator da eliminação precoce da equipe e em casa para a não tão forte Holanda. Os holandeses terão uma missão difícil pela frente: enfrentar a enjoada Eslováquia fora de casa. Os eslovacos superaram a Espanha e mostraram que têm força. Dominik Hrbaty é um jogador que em um bom dia pode dar trabalho a qualquer um. Além disso, contam com um segundo jogador consistente, que é Karol Beck. Com o apoio da sua barulhenta torcida, a Eslováquia cresce. E não há dúvida que é favorita contra a Holanda.

Outro confronto que promete é Rússia e França. Em tese a Rússia é favorita, mas os franceses têm tradição de sobra, uma boa dupla e um jogador de simples que é bom , porém muito irregular. Sebastien Grosjean nunca emplacou entre os melhores exatamente por isso e uma prova dessa irregularidade foi o seu péssimo desempenho diante dos suecos. A vitória francesa só ocorreu porque seu segundo jogador estava inspiradíssimo e se tornou um dos heróis da primeira fase. Paul Henri Mathieu mostrou que tem personalidade e cresceu o nível de seu jogo no confronto de forma impressionante, garantindo a vaga francesa. Já a Rússia não foi testada. Com o Chile desfalcado, apelando para uma possível volta de Marcelo Ríos, só se pode concluir que os russos apenas fizeram sua obrigação. Na pior das hipóteses perderiam 2 partidas, se Fernando González estivesse iluminado. Perderam 1 só, mas González deu trabalho. Só que uma equipe não se faz com 1 jogador. Com Nicolas Massu seria um confronto muito mais difícil para os russos. A prova disso vem das Olimpíadas de Atenas.

O último confronto será entre Romênia e Croácia. Os romenos superaram a Bielorrússia no último confronto. Têm um bom jogador, mas que não parece capaz de fazer o que um croata conseguiu: carregar o time nas costas.

Essa coluna não poderia terminar de outra forma, senão enaltecendo o brilhantismo do maior herói da primeira rodada: Ivan Ljubicic. Em um feito histórico venceu Andre Agassi em 3 sets, ao lado de Ancic venceu uma das melhores duplas do mundo, formada pelos irmãos Bryan e, para fechar com chave de ouro, superou Andy Roddick, garantindo a surpreendente e espetacular vitória da Croácia. Agora os croatas terão a chance de jogar em casa contra um adversário não tão poderoso. A passagem às semifinais, antes impensável, agora se torna quase obrigação. Coisas do esporte! Coisas da Copa Davis!

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