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Perfil Março: Joachim Johansson

Terça, 01 de março 2005 às 10:00:00 AMT

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J. Johansson 3

Nascimento: 01/07/1982
Cidade Natal: Lund, Suécia
Residência: Monte Carlo, Mônaco
Altura: 1,98m
Peso: 89 kg
Empunhadura: Destro
Ano de profissionalização: 2000
Títulos: 2, Marselha e Adelaide 2005


Joachim Johansson é sueco, nascido na cidade de Lund, no dia 1º de julho de 1982. Tem 1,98m e 89Kg, é destro e profissionalizou-se no ano 2000. Reside hoje em Monte Carlo, Mônaco. Atualmente é número 11 no ranking de entradas, mas já foi número 9 em 14 de fevereiro deste ano. Mesmo jovem, já recebeu 1 milhão e 200 mil dólares de premiação e tem 3 títulos da ATP. Seu treinador é Fredrik Rosengren desde novembro do ano passado.

Sobre sua infância, vale destacar que ele é filho de Laif, um ex-tenista que chegou a jogar Copa Davis em 1974, ao lado do lendário Bjorn Borg. Sua mãe trabalhava em um banco. Tem um apelido familiar curioso, Pim-Pim. Este apelido surgiu pois seu irmão mais velho, Nicklas, não conseguia pronunciar Joachim e acabava falando “Joa-Pim”. A adaptação veio porque Pim-Pim é o nome de um doce muito apreciado na Suécia.

Johansson começou a jogar tênis cedo. Aos 5 anos já dava suas primeiras raquetas ao lado do pai. Com um grande incentivador ao lado e um enorme talento, não demorou para que percebessem que estavam diante de um futuro tenista profissional. Os seus primeiros resultados expressivos vieram ainda na categoria juvenil, quando terminou o ano de 1999 em oitavo no ranking e o ano 2000 em terceiro. Daí em diante a carreira profissional só decolou.

Seu primeiro jogo como profissional, em 2000, já foi em um International Series. Nas quadras de saibro de Bastad, na Suécia, ele perdeu para o austríaco Markus Hipfl por 6/3 e abandono. A primeira vitória como profissional veio no torneio seguinte, desta vez no Future de Gotemburgo, também na Suécia, em quadras rápidas. Ele derrotou o austríaco Alexander Peya por 2 a 0, com duplo 7/6. Neste mesmo torneio de Gotemburgo ele venceu o compatriota Robert Lindstedt, antes de perder para o também sueco Marcus Sarstrand. Ainda em 2000 ele jogou outro International Series, em Estocolmo, e mais uma vez perdeu na estréia. Desta vez para o tcheco Bohdan Ullihrach.

No ano de 2001 veio o primeiro título como profissional, o Future de Queensland, na Austrália. Na final ele bateu o anfitrião Todd Perry por 7/6 e 7/5. Também em 2001 ele disputou mais 2 torneios do ATP Tour, Copenhague e Estocolmo. Foi derrotado na primeira rodada nos dois, pelos suecos Magnus Gustafsson e Andreas Vinciguerra respectivamente.

2002 foi um ano que marcou sua primeira vitória em torneios de primeira linha da ATP. Nas quadras rápidas de Estocolmo ele bateu o espanhol Albert Portas por duplo 6/3, antes de ser derrotado por Fabrice Santoro logo em seguida. Em 2002 ele conquistou novo título em um Future, dessa vez no saibro de Szczecin, na Polônia, ao bater na decisão o romeno Adrian Cruciat por 6/3 e 7/5. Terminou como número 179 do mundo.

Em 2003 Johansson disputou sua primeira partida de Grand Slam. No Aberto da Austrália ele furou o quali e perdeu na estréia para o americano Mardy Fish por 3 a 0, parciais de 6/3, 7/5 e 6/2.

Curiosamente ele disputou outro Grand Slam, o US Open, e novamente perdeu na primeira rodada para Mardy Fish por 3 a 0, com parciais de 6/3, 6/2 e 6/4. Ainda em 2003 ele estreou na Copa Davis, no confronto em que a Suécia enfrentou a Austrália em casa. Jogando com a derrota sueca no confronto já garantida, ele perdeu para o australiano Wayne Arthurs por 2 a 1. O ano de 2003 marcou também seus 2 primeiro títulos em torneios Challenger. No saibro de Nottingham, na Inglaterra, ele derrotou o holandês John van Lottum por 6/4, 6/7 e 6/2. No carpete da cidade de Ischgh ele venceu o italiano Danielle Bracciali por 7/5 e 6/3. Terminou 2003 em 113º no ranking.

Porém o ano que marcou sua ascensão definitiva aos melhores do mundo foi 2004. Em 2004 ele conquistou o seu primeiro título da ATP, em Memphis, ao derrotar na final o alemão Nicolas Kiefer por 7/6 e 6/3. Durante a campanha não teve o seu saque quebrado nenhuma vez. Além desse primeiro troféu expressivo, ele conseguiu também sua primeira vitória em Grand Slam, ao derrotar o alemão Alexander Popp por 3 a 0, parciais de 6/4, 7/6 e 6/4. Na Austrália ele derrotou também o espanhol Alberto Martin, antes de ser derrotado na terceira rodada por Juan Carlos Ferrero. A campanha dele nos outros Grand Slams mostra sua evolução. Apesar de ter perdido na primeira rodada em Roland Garros para o georgiano Irakli Labadze, ele se recuperou com 2 boas campanhas. Em Wimbledon ele chegou às oitavas de final, derrotando Arnaud Clément, Mardy Fish e Jonas Bjorkman, antes de cair diante de Florian Mayer. E no US Open ele fez uma belíssima campanha, chegando às semifinais. No caminho passou por Yen-Hsun Lu, Jan-Michael Gambill, Stefan Koubek, Michael Llodra, além de ter surpreendido o atual campeão Andy Roddick numa batalha de 5 sets. Caiu diante de Lleyton Hewitt sem muita resistência, mas mostrou pela primeira vez com destaque ao mundo seu potente saque e suas poderosas batidas de fundo de quadra. No finalzinho do ano, Johansson ainda conquistou o título do Challenger de Luxemburgo ao derrotar o francês Gregory Carraz na final. Muito pouco expressivo para o seu já altíssimo nível de jogo. Terminou a temporada em 12º no ranking e em segundo lugar nas estatísticas de aces, break points salvos e games de saque ganhos.

O ano de 2005 promete ser o de sua afirmação definitiva no circuito entre os melhores. Já alcançou pela primeira vez na carreira o seleto grupo dos Top 10, apesar de ter saído novamente dele, já que atualmente é o número 11. Além disso, mesmo em início de temporada, já conquistou 2 títulos. Em Adelaide bateu Taylor Dent na decisão por 7/5 e 6/3. Em Marselha bateu Ivan Ljubicic por 7/5 e 6/4. No Aberto da Austrália alcançou as oitavas de final, depois de vencer Feliciano López na terceira rodada por 13 a 11 no 5º set. Foi derrotado por Andre Agassi numa partida em que bateu o recorde mundial de número de aces, 51. Curiosamente o recorde anterior de 49, que pertencia a Richard Krajicek, também veio numa partida em que o recordista foi derrotado. E o jogador que vem logo depois na lista, Guga com 47, também perdeu. Parece que fazer muitos aces não traz sorte.

Ao lado de Robin Soderling, outra jovem promessa, Joachim Johansson terá como missão reviver o tradicional tênis sueco, que anda em baixa desde as quedas de Jonas Bjorkman, Thomas Enqvist e Thomas Johansson. Talento eles têm de sobra, mas em um circuito tão equilibrado e competitivo, nada que diga respeito ao futuro pode ser garantido.
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