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Especial Wimbledon: Maria Esther Bueno a tricampeã brasileira

Sábado, 23 de junho 2007 às 13:00:00 AMT

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Maria Esther Bueno
A participação brasileira em Wimbledon tem nome duplo e sobrenome: Maria Esther Bueno. Ela foi tricampeã do tradicional torneio britânico, em uma época em que o tênis era amador e as conquistas eram apenas noticiadas via rádio. Mesmo assim, o seu nome ficou eternizado e até hoje ela é bastante lembrada por muitos ingleses que acompanharam seu talento no final da década de 50 e início da década de 60. Acompanhe aqui como foram suas finais e relembre as boas campanhas de Gustavo Kuerten e André Sá no templo máximo do tênis.

Maria Esther Bueno

Para falar do tênis brasileiro com propriedade, é preciso conhecer o significado que tem Maria Esther Bueno para a modalidade. E para isso, nada melhor do que saber o que ela conquistou no solo sagrado de Wimbledon.

Vamos destacar aqui suas conquistas de simples, que já são grandiosas por si só. A primeira delas, veio em 1959, quando a brasileira levou a taça derrotando a americana Darlene Hard por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/3. O jogo durou apenas 43 minutos, suficientes para serem eternizados.

No ano seguinte, a adversária da final foi outra americana, Sandra Reynolds. A partida durou 59 minutos e teve direito a um pneu. O título foi conquistado com parciais de 8/6 e 6/0.

O terceiro troféu foi conquistado apenas em 1964. E a adversária foi a australiana Margaret Smith, que foi derrotada por 2 sets a 1, parciais de 6/4, 7/9 e 6/3, em 1h30. Era o tricampeonato e a consagração definitiva de Maria Esther Bueno.

Ela teve ainda a oportunidade do tetra duas vezes. Em 1965 ela levou o troco de Margaret Smith, que fez 6/4 e 7/5. Em 1966 ela perdeu para Billie Jean King por 2 sets a 1, parciais de 6/3, 3/6 e 6/1. Nada que só não faça aumentar seu nome para o tênis.

Gustavo Kuerten

Que a grama nunca foi o piso favorito de Guga, ele nunca fez questão de esconder. Mas daí a dizer que ele não poderia ter boas campanhas vai uma enorme distância. No ano de 1999, ele fez ótima campanha, derrotando quatro adversários com somente um set perdido. Nas quartas de final, ele cruzou com um Andre Agassi melhor do que nunca. E perdeu por 6/3, 6/4 e 6/4, em uma partida relativamente fácil para o americano, mas em que perdeu chances de complicar.

André Sá

E se Guga era sempre uma esperança, André Sá pode ser considerado uma verdadeira e agradável surpresa. Sem a menor cotação, ele chegou a Wimbledon em 2002. E foi derrotando seus adversários, incluindo Flávio Saretta na terceira rodada.

Depois de sua quarta vitória, ele teve um encontro com Tim Henman, favorito da torcida e grande jogador de grama. Não deu. Sá perdeu por 3 sets a 1, parciais de 6/3, 5/7, 6/4 e 6/3 e foi eliminado. Mas a campanha até hoje é a melhor participação do brasileiro em um grande evento do tênis.
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