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Top 100 de duplas, Romboli se preocupa com challengers no retorno

Sábado, 20 de junho 2020 às 16:18:07 AMT

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Tênis Profissional

Nesta quarta-feira, tivemos a confirmação oficial da volta do circuito da ATP. O retorno acontecerá em agosto, com o ATP 500 de Washington sendo o primeiro do calendário, que começará no dia 10 e será jogado na capital americana e sem público. Depois, terá o Masters 1000 de Cincinnati.



Na semana,  o governador de Nova York, Andrew Cuomo, confirmou a realização do US Open entre os dias 31 de agosto e 13 de setembro sem a presença do público. De acordo com ele, a USTA (Associação de Tênis dos Estados Unidos) tomará uma série de precauções para proteger jogadores e funcionários, como testes em massa, limpeza reforçada, espaço extra no vestiário e alojamento e transporte dedicados. A realização desses dois eventos será no mesmo local, criando uma bolha onde os atletas vão permanecer durante um mês.

O saibro retorna com o ATP 250 de Kitzbuhel (7/9, durante a segunda semana do US Open), Masters de Madri (13/9), Masters de Roma (20/9) e Roland Garros (27/9). O restante da temporada será definido posteriormente

Em virtude desses acontecimentos, o brasileiro Fernando Romboli (atual 93º no ranking de duplas da ATP) comentou esse progresso do esporte e o retorno do circuito:

“Não vejo muito risco na volta do tênis. O mundo vai ter que andar para frente. A gente já viu que é um vírus que tem um grau de contágio muito grande, mas o mundo inteiro vai começar a criar anticorpos. Se for feito de uma forma gradual e consciente essa volta, não vejo riscos. É uma maneira de a gente voltar com a nossa rotina, com as precauções obviamente, e podendo fazer o que amamos”

“Nós, praticantes, sempre vimos o tênis como um esporte que poderia voltar rapidamente depois da pandemia. É um esporte que não tem contato físico. O pessoal fica bem longe um do outro, exceto na dupla que a gente fica perto, mas fora isso, é um distanciamento muito grande”

Apesar de, antes da pandemia, Fernando conseguiu jogar uma gira de quatro torneios da ATP (250 de Córdoba, 250 de Buenos Aires, 500 do Rio de Janeiro e 250 de Santiago), o tenista considera difícil entrar em um desses torneios divulgados no novo calendário.

 “ATP 500 é difícil. Quando tem quali, é pequeno, geralmente com quatro duplas. No Rio Open eu entrei por sorte. Com o meu ranking, normalmente eu não entraria. Pode ser que entre, mas é difícil se programar para isso. Vou esperar o calendário dos Challengers”

Se aprofundando em relação aos Challengers, o brasileiro também se mostrou preocupado com relação à organização dos torneios, que segundo o próprio, possuem uma situação bem mais incerta.

“É uma situação bem incerta. Um cara que faz um Challenger não lucra muita coisa, é sempre uma conta muito apertada. Como toda a economia mundial retraiu, com certeza o pessoal que fazia esses campeonatos perdeu patrocínios. Então, para esses promotores desses torneios vai ser complicado, porque além dessa perda de patrocínio, com certeza terão alguns gastos novos, como medidas de segurança. Um torneio que dependia de venda de ingressos, não vai ter. Eu não vejo uma solução de imediato”

Os eventos do circuito Challenger, mais frequentado pelo brasileiro que ganhou cinco edições em 2019, também está sendo debatido. O impasse atual está na questão do financiamento. A ideia é retomar todos os circuitos simultaneamente, mas até o momento, ainda não há uma posição da ATP. A dificuldade financeira enfrentada pelos torneios das categorias mais baixas pode ser um entrave. Como não possuem um grande aporte, ficam à mercê dos patrocínios, que muitos foram perdidos durante a quarentena. Há a possibilidade a ATP e a ITF assumirem.

Há a discussão envolvendo a necessidade de testes massivos, distanciamento social, medidas especiais de transporte e outras questões que variam de acordo com o estado da pandemia do COVID-19 em cada local em que o torneio for disputado. Existem também propostas paralelas, como redução no número de participantes e até mesmo ter um Circuito Sul-Americano de Challengers, com aproximadamente 10 torneios ainda sem local definido, já que tudo dependerá das condições sanitárias e de saúde nos países.

Sobre essa discussão, Fernando entende que, apenas quando a economia mundial melhorar, os Challengers retornarão a sua normalidade.

“O que pode acontecer é a diminuição do tamanho das chaves, fazer um torneio menor, pra ver se consegue cortar alguns gastos. Só quando realmente a economia mundial voltar aos níveis pré-crise para esses torneios conseguirem mais patrocínios e fazer com mais tranquilidade toda a estrutura necessária.”

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