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Roland Garros deverá ter novo teto retrátil até a Olimpíada de 2024

Sexta, 14 de fevereiro 2020 às 15:10:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Gustavo Loio e Fabrizio Gallas - No Rio para a segunda edição do Roland Garros Amateur Series, no Marina Barra Clube, Lucas Duboug, diretor de desenvolvimento internacional do Grand Slam francês, concedeu uma entrevista exclusiva ao Tênis News Brasil



Além de comemorar a parceria com a CBT para o torneio que reúne tenistas de todo o Brasil na Cidade Maravilhosa, o dirigente de Roland Garros falou, também, sobre novidades a respeito do principal torneio no saibro.

Tênis News: Recentemente, terminou a obra do teto retrátil da Philippe Chatrier (quadra central de Roland Garros). Com essa novidade, como está a expectativa da Federação Francesa de Tênis para este ano?

Lucas Duboug: O teto ficou pronto um mês antes do previsto. Vai fazer uma grande diferença. Agora temos teto e luz. Em caso de chuva, podemos jogar com teto e luz, o que faz uma grande diferença. Estamos muito animados com Roland Garros 2020.

TN: A FFT pretende colocar teto em outra quadra nos próximos anos?

Lucas Duboug: Na Olimpíada em Paris (em 2024) teremos tênis e boxe em Roland Garros e precisamos de mudanças no stadium, incluindo novo teto. Mas é preciso aprová-lo antes. Ainda não posso confirmar. Será anunciado em breve (risos).

TN: Quando começou a parceria com a CBT?

Lucas Duboug: Assinamos a parceria pela primeira vez em 2015 e uma nova no último US Open, em setembro. O objetivo é promover tênis no saibro juntos no território brasileiro.

TN: Por que a escolha do Marina Barra Clube em mais uma edição do Roland Garros Amateur Series?

Lucas Duboug: É muito importante para nós estarmos nesta semana no Rio, por causa do Rio Open, que é o início da temporada de saibro na América do Sul, cujo clímax é em maio, em Roland Garros. Fizemos a primeira edição no Marina ano passado, foi um sucesso e nos comprometemos a voltar. Jogadores, parceiros, todos se divertiram ano passado, então foi uma ótima razão para voltarmos.

TN: Após o Marina, quais os próximos passos do Roland Garros Amateur Series?

Lucas Duboug: A terceira edição ainda não está confirmada. Neste ano ainda teremos a etapa de Belo Horizonte, no Minas Tênis Clube, o único Roland Garros Tênis Clube no Brasil. Temos uma relação especial com o Minas e teremos clínicas com os professores.

TN: Qual a importância de Guga como embaixador de Roland Garros?

Lucas Duboug: Assinamos um acordo com Guga dois anos atrás e ele se tornou embaixador global de Roland Garros. Há uma relação muito forte entre Guga, Roland Garros e mesmo com a França, ele foi campeão lá três vezes. Ele é mais do que um jogador de tênis, é um ícone, foi muito importante criar esta parceria com ele. Ele é parte da história, vai todo ano a Roland Garros, sempre conversamos sobre maneira de desenvolvermos o tênis juntos.

TN: Como você vê a nova geração francesa?

Lucas Duboug: Temos o número 1 do mundo, no feminino e masculino juvenil, estamos muito orgulhosos disso. No Australian Open tivemos três nas semifinais masculinas e dois na decisão, sabemos que é o primeiro passo e o quão é difícil ir para o circuito profissional. Esses jogadores já estão focados em suas carreiras, desejo a eles o melhor, mas é apenas o começo.

TN: O lançamento da ATP Cup dividiu os tenistas, entre críticas e elogios, e surge como uma adversária para a Copa Davis. Qual a posição da FFT sobre essas duas competições?

Lucas Duboug: Acredito que todos sabem que a Davis precisa mudar. Por isso a ITF fez mudanças para a Davis ficar mais atrativa para patrocinadores, mídia e jogadores. Muitos jogadores foram para a Davis em Madri, vamos ver o que teremos no futuro. Essas duas competições

 

Sobre Gustavo Loio:

Jornalista formado em 1999 e pós-graduado em Assessoria de Comunicação, já trabalhou com Gustavo Kuerten. E, também, nas redações da Infoglobo (O Globo, Extra e Época), do Diário Lance! e do Jornal O Dia, além do site oficial do Pan de 2007, no Rio.

 

 

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