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Maiores do mundo, Copacabana e Aruba deixam ITF e criam os Slams da praia

Quarta, 29 de janeiro 2020 às 11:04:11 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas - A partir deste ano o Beach Tennis terá seus torneios do Grand Slam a exemplo do que ocorre no tênis. Aruba, que existe há mais de uma década, e recebe mais de 1 mil atletas e Copacabana que irá para seu terceiro ano e recebeu 1.500 atletas em 2019. 



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O evento de Copacabana acontece entre os dias 29 de abril e 3 de maio e terá o aumento de premiação para 50 mil dólares (US$ 30 mil no torneio duplas) dando 6,5 mil dólares para cada dupla profissional campeã no masculino e no feminino. O torneio de Aruba terá mesma premiação e as duas competições terão um bônus total de 20 mil dólares distribuídos entre os jogadores de melhor desempenho tanto nas duplas como nas simples. O torneio de simples e de mistas dará mais 1.750 dólares em premiação. 
Alessandro Calbucci, italiano radicado no Rio de Janeiro e atual número 1 do mundo da Federação Internacional de Tênis, e embaixador do evento Follow the Beach Copacabana, comentou sobre o motivo da União dos torneios e rechaçou qualquer problema com a ITF. Ele apoia o The Grand Slams of Beach Tennis.
"Aruba e Copacabana são torneios que se uniram em um projeto mundial para fazer uma gestão mais profissional e menos politica do Beach Tennis em prol de maiores ganhos para os jogadores, e para os eventos . São torneios que mostram o esporte do tamanho que ele deve ter. Não são torneios que se realizam com inscrições, são os maiores espetáculos da história do Beach Tennis” disse Calbucci que terminou cinco dos dez últimos anos no topo do ranking mundial: "O objetivo dos organizadores é seguir a tendência de outros esportes como o tênis e seu circuito da ATP e WTA, circuito de Paddle, do Surfe com a WSL, entre outros. Hoje em dia como jogador que liderou o ranking por 5 anos nos últimos 10 anos meus ganhos maiores são nas aulas de Beach Tennis do que em torneios, algo em torno de 80% como professor e 20% como atleta. Praticamente com os ganhos dos torneios você nem paga suas despesas , também não ganhamos nenhuma visibilidade, não damos entrevistas, nem nada". 
Entre os motivos estão os altos custos para se produzir eventos no Brasil, no Rio de Janeiro por exemplo, as taxas são de 30 por cento + taxas sob as inscrições cobradas pelas confederações e federações, além da contratação da arbitragem federada, com honorários, passagem e alimentação desta equipe.

 

Foto: Alessandro Calbucci . Crédito: Felipe Batista Mohr @felipemohrfotografia

 

"Torneios como Gran Canaria (Espanha) e Ilhas Reunião, cada um recebe incentivos de milhares de dólares e no Brasil os organizadores, além de buscarem patrocínio para viabiliza,r ainda somam custo de 30% sob inscrições".
Calbucci minimizou outras questões de organização do evento do ano passado, ressaltando que atrasos acontecem em todos torneios. Ele lembrou que "na semana anterior do Copacabana Open, em um torneio ITF de
Niterói a final PRO masculina foi finalizada na segunda-feira e na semana seguinte, no torneio ITF de Gran Canária (Espanha) não foi disputada até a final masculina PRO por atraso da programação. A programação dos jogos foi e é gerida pela pela arbitragem terceirizada do evento."

Para o evento deste ano já estão confirmados os líderes do ranking masculino e feminino. Ele jogará assim como Michelle Capeletti, o terceiro do mundo Antomi Ramos, quarto e quinto colocados, Nikita Burmakin e Tomaso Giovannini estarão presentes assim como o francês Théo Irigaray, o melhor da venezuela e 12 do mundo, Nacho Guedez. Entre as mulheres as líderes italianas Giulia Gasparri, Sofia Cimati e Flaminia Daina. Sobre os brasileiros ele espera que os grandes jogadores compareçam ao evento. 
"Os atletas não são vinculados à nenhuma federação, nenhuma liga. Somos livres e independentes e em prol do desenvolvimento do Beach Tennis e temos que buscar visibilidade e rentabilidade. Hoje em dia , no mundo e no Brasil, o que existe são torneios paralelos às federações e os jogadores participam sem qualquer recomendação da federação”.
Calbucci afirmou também, que para o atleta é importante jogar grandes torneios, chancelados ou não, e afirmou: “Vou seguir jogando também os eventos mais interessantes da ITFs e todos outros grandes."
"Nós jogadores somos livres e não exclusivos de ninguém. Neste mundo de concorrência livre, os melhores organizadores e eventos são escolhidos pelo jogadores tanto amadores quando professionais. Eu espero o trabalho da ITF e das federações nacionais com os torneios e desenvolvimento do esporte. O objetivo dos organizadores não é brigar com ninguém, mas sim criar eventos mais rentáveis e profissionais aos atletas. Os Grand Slams são uma
grande oportunidade para os jogadores e para o beachtennis se popularizar, " seguiu.
"Muitos jogadores brasileiros renomados jogam e promovem torneios não chancelados. Todos os organizadores, todas as federações de beachtennis presentes no Brasil , todas as ligas existentes devem contribuir para promover o beachtennis . É disso que o Beach Tennis precisa nesta fase embrionária. Não precisamos de conflitos. Todos unidos para o beachtennis crescer como lazer e como esporte.”

O torneio de Copacabana abriu inscrições nesta terça-feira e somente nas primeiras horas recebeu 200 inscrições.  Para este ano haverá uma limitação a 800 atletas amadores e 120 profissionais. 

As inscrições estão abertas pelo site https://www.followthebeach.com/