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‘Patinhos feios’ surfam no ranking com a ATP Cup

Segunda, 13 de janeiro 2020 às 08:00:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Marden Diller – Nos últimos anos uma das grandes preocupações da ATP tem sido melhorar as condições de vida daqueles tenistas situados nas partes mais baixas do ranking, algo no que a ATP Cup 2020 deu uma leve ajuda.



Com o critério de classificação determinado pelo ranking do número 1 de cada país, a edição inaugural da competição contou com diversos nomes para muito além do top 50 — alguns até de fora do top 500 — e nos deu uma boa ideia do que esperar nos próximos anos.

No total, foram 24 nações competindo ao longo de duas semanas. O ranking mais alto foi o do espanhol Rafael Nadal, enquanto o mais baixo foi de Alexander Cozbinov, da Moldávia, que iniciou a disputa na 818ª posição.

Adotando um sistema de pontuação diferenciado, que dá maiores pontos para vitórias sobre melhores ranqueados, a ATP Cup beneficiou alguns desses atletas rendendo a eles um belo salto na lista de classificação.

A título de comparação, confira a pontuação conquistada por cada um na competição por equipes, as posições ganhas e quando pontos cada jogador conquistou no mesmo período de 2019.

 

Daniel Evans (GBR)

Ranking 30/12: 42

Pontos conquistados na ATP Cup: 200

Ranking 13/01: 33

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 0

 

Casper Ruud (NOR)

Ranking 30/12: 54º

Pontos conquistados na ATP Cup: 130

Ranking 13/01: 46º

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 21

 

Stefano Travaglia (ITA)

Ranking 30/12: 84

Pontos conquistados na ATP Cup: 55

Ranking 13/01: 75

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 0

 

Lloyd Harris (AFS)

Ranking 30/12: 99

Pontos conquistados na ATP Cup: 25

Ranking 13/01: 92

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 17

 

Dennis Novak (AUT)

Ranking 30/12: 108

Pontos conquistados na ATP Cup: 50

Ranking 13/01: 99

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 0

 

Go Soeda (JPN)

Ranking 30/12: 121

Pontos conquistados na ATP Cup: 40

Ranking 13/01: 110

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 5

 

Kevin Anderson (AFS) *

Ranking 30/12: 91

Pontos conquistados na ATP Cup: 85

Ranking 13/01: 121

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 250

*Sem jogar desde julho do ano passado por lesão, Anderson despencou para perto de 150 do mundo com o descarte dos pontos do título em Pune e conseguiu ganhar ainda 26 posições com sua campanha na ATP Cup.

 

Steve Darcis (BEL)*

Ranking 30/12: 157

Pontos conquistados na ATP Cup: 45

Ranking 13/01: 176

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 90

*Assim como Anderson, Darcis não conseguiu defender a semifinal conquistada em Pune em 2019. Após um ano de baixo rendimento, o belga deverá se aposentar após o Australian Open.

 

Dimitar Kuzmanov (BUL)

Ranking 30/12: 423

Pontos conquistados na ATP Cup: 30

Ranking 13/01: 345

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 0

 

Kacper Zuk (POL)

Ranking 30/12: 450

Pontos conquistados na ATP Cup: 15

Ranking 13/01: 401

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 0

 

Aleksandre Metreveli (GEO)

Ranking 30/12: 679

Pontos conquistados na ATP Cup: 15

Ranking 13/01: 558

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 0

 

Alexander Cozbinov (MDA)

Ranking 30/12: 818

Pontos conquistados na ATP Cup: 0

Ranking 13/01: 811

Pontos conquistados no mesmo período em 2019: 1

 

Vale lembrar ainda que, com exceção de Darcis e Evans, que avançaram além da fase de grupos, todos os tenistas da lista disputaram, no máximo, três partidas ao longo de 10 dias, conquistando pontuações que apenas conquistariam no circuito avançando em torneios Challenger ou conquistando título em um Future.

Além da pontuação que ajuda os pequenos do ranking, o evento pode ser um bom ponto de partida para os atletas que voltam de lesão, com um ritmo mais suave e apoio dos compatriotas pode impulsionar a dose necessária de confiança para a volta por cima.

Por fim, as vantagens vão muito além das pontuações, já que os valores em dinheiro também são consideráveis. No caso do número 1 de cada equipe, o valor mínimo a ser recebido pela participação é de US$ 150 mil. Para o número 2, o menor valor — aplicado para aqueles com ranking abaixo de 300 — é de US$ 15 mil, o equivalente ao título de um Challenger de $100 mil ou quatro títulos de Future 25K. Dentre os demais membros do time, o valor mínimo, novamente para os tenistas fora do top 300 é de US$ 7,500, o mesmo valor de dois títulos em um Future de 25k.

Desta forma, a ATP Cup tem um enorme potencial de ser o bote salva vidas da temporada de muitos jogadores de menor ranking, que poderão, além de acumular confiança para iniciar sua jornada no novo ano, também garantir uma certa tranquilidade financeira, podendo focar mais em si e até mesmo no desenvolvimento de sua equipe técnica.