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Federer não teme o futuro do tênis, mas, sim, as brigas entre ATP e ITF

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Terça, 12 de fevereiro 2019 às 17:06:44 AMT

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Tênis Profissional

Em entrevista ao site francês 24 Heures, Roger Federer refletiu sua carreira, o futuro do esporte. Para o suíço, novas estrelas surgirão e a aposentadoria do Big 3 não será tão problemática quanto as brigas entre ITF e ATP.



"O que mais me motiva a seguir jogando é jogar e ganhar. Jogar por jogar não me dá satisfação. Eu estaria mentindo se dissesse que perder de cedo em um torneio não me afeta. Apenas quero fazer parte de um torneio, do espetáculo, também quero ganhá-lo. Sim, eu não consigo isso todas as semanas, mas tá tudo bem, não preciso me ver no topo a maior parte do ano. Isso é o que me motiva treinar, sabendo que ainda posso vencer os melhores", contou.

O suíço revelou ainda, que muitas vezes enquanto compartilha tempo com sua família e mesmo de férias, se questiona onde estará em 10 anos. Porém, não se assusta com a realidade de que não jogará tênis pra sempre. "Em 2009 ganhei Roland Garros e na sequência Wimbledon, bati o recorde de Slams de [Pete] Sampras. Naquele momento, já tinha vencido tudo e poderia ter parado", refletiu.

Dizendo que se vê apenas como um homem, que nasceu e cresceu na Basileia, é pai e casado, Federer busca entender e dar sentido a admiração que desperta nas pessoas por causa de sua carreira no tênis: "As vezes, chega alguém em mim no supermercado e trato com todo o respeito, porque para esta pessoa, este será um momento único de sua vida e devo estar à altura de sua admiração. As vezes é duro, mas são destes momentos que eu gosto".

Questionado sobre o que será do tênis após sua aposentadoria, de Rafael Nadal e de NOvak Djokovic, Federer tranquilizou: "O tênis sempre cria novas estrelas. Já aconteceu o mesmo a Sampras e [Andre] Agassi. Alguém virá e fará disto algo tão emocionante. O único que me preocupa são das brigas entre ITF [Federação Internacional de Tênis] e ATP [Associação dos Tenistas Profissionais]. também tem a premiação, mas o tênis sempre evoluirá e se fará maior", concluiu.