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Tsitsipas revela reprovação de familiares a tentativa de se profissionalizar

Sexta, 31 de julho 2020 às 10:42:57 AMT

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Tênis Profissional

O grego Stefanos Tsitsipas é o personagem desta semana no projeto Behind The Racquet, idealizado pelo tenista norte-americano Noah Rubin. Em seu relato, Tsitsipas fala de introspecção e recorda tempos difíceis durante crise financeira grega.



Tsitsipas começou sue relato dizendo que percebeu o seu potencial assim que rompeu a barreira dos 15 melhores do mundo e passou a ser cabeça de chave em torneios do Grand Slam. Porém, antes deste período, o jovem sofreu com dúvidas a respeito de sua capacidade de ser profissional e com o julgamento muito negativo de familiares.

Ele recordou que quando iniciou a disputa de torneios em nível Futures passou a duvidar de si mesmo: "Eu não tinha certeza se era bom o suficiente para jogar tênis profissional. Meu país estava passando por tempos difíceis. A Grécia estava à beira da falência. Toda a população estava sofrendo. Os irmãos do meu pai estavam desempregados e não podiam alimentar suas famílias. As pessoas olhavam para mim como se eu estivesse governando o país e achavam que eu fazia parte do problema", relatou.

O grego contou que foi seu psicólogo que o ajudou a perceber que não era parte do problema e o inspirou: 'Eu disse a mim mesmo: 'Você dedicou toda a sua vida ao tênis, não pode simplesmente desistir. Você precisa continuar.' Eu jogo tênis para provar que meu país tem uma grande história e pode alcançar o sucesso".

Stefanos Tsitsipas ainda recordou que mesmo tendo uma equipe e viajando hoje com o pai e a mãe o tênis é um esporte solitário e recordou que a criança que foi "introvertida e de poucos amigos", achou que chegaria ao circuito profissional e faria muitas amizades.

"Quando comecei a jogar o circuito, pensei que criaria amizades, mas acabou sendo o oposto. A maioria dos jogadores mantém-se em si. Sinto que os jogadores não querem se tornar amigos porque acham que alguém vai pegar um segredo seu para vencê-lo. Eu acho que eles são muito sérios sobre a coisa toda. Amigos tornariam a viagem menos solitária", finalizou ele que no meio de seu depoimento afirmou que mantém hobbies para manter-se criativo e que também gosta de "filosofar", apesar de que muita gente não entende algumas de suas publicações em redes sociais.

 
 
 
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“In 2018, I broke into the Top 15 and was seeded in Grand Slams. That's when I understood my potential. In the beginning, I traveled with only my dad. Now, I travel with my dad, mom, and three siblings. I'm the main source of income for my family. ⁣⁣ ⁣⁣ I have hobbies that keep me interested in different aspects of life. These activities keep me creative and are reflected in my tennis game. Sometimes, I post things on my social media that not many people understand. These posts express my inner creativity. I put Stefanos’ twist on life. I am philosophical, I come from a country with a history of philosophy and I don't know if I was Pythagoras or Socrates in my previous life, but I wouldn't mind being either one. ⁣⁣ ⁣⁣ There was a time when I wasn't doing well. I started to play futures and was doubting myself. I wasn't sure if I was good enough to play professional tennis. My country was on the verge of bankruptcy. The entire population was suffering. My father's siblings were unemployed and couldn't feed their families. People looked at me like I was the one ruling the country and they thought I was part of the problem. ⁣⁣ ⁣⁣ I felt isolated. I wasn't home to see what was going on because I was traveling. I needed support. My mental coach shared his wisdom and inspired me. Then I said to myself, ‘You've dedicated your entire life to tennis, you can't just give up. You’ve got to keep going.’ I play tennis to prove that my country has a great history and can achieve success. Tennis is a very introverted sport and we face everything alone. We have a team that follows us all over the world but I have spent countless sleepless nights on my own. All the traveling and competing causes a lot of stress and I grew very lonely.⁣⁣ ⁣⁣ I was an introverted child and didn't have many friends. When I started playing on tour, I thought I would develop friendships but it turned out to be the opposite. Most players keep to themselves. I feel like players don't want to become friends because they think someone will grab a secret from you to beat you. I guess they're just too serious about the whole thing. Friends would make traveling less lonely.⁣⁣” @stefanostsitsipas98 #BTR

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